Sistema PIX: o que, de fato, vai mexer com os meios de pagamentos daqui por diante

Por Roberto Marcio

O sistema de pagamento em todo o mundo passa por uma transformação. O tempo de ficar em filas intermináveis, carregar moedas no bolso e andar com talão de cheque ficou para trás e o modelo tecnológico se apresenta como uma solução que poderá alterar a rotina e poupar um tempo significativo com transações financeiras imediatas.  

Baseado em pesquisas sobre o comportamento do consumidor, verifica-se que a tendência é do público migrar seus pagamentos para o mundo virtual. A praticidade proporcionada pela tecnologia começa a ser percebida pelo público em geral, o que gera o avanço da modalidade que só tem espaço para crescer.

Tomando como base um levantamento sobre as compras em em alta, os resultados da S o c i a l M i n e r , seu levantamento mostra, por exemplo, que 62,7% dos consumidores pretendem mesclar as compras de supermercado entre online e offline, e 45,4% devem fazer cursos só online quando o período de isolamento passar

Também tenho informações sobre um novo público que está fazendo compras online. 8,37% dos que pertencem às classes CDE compraram online pela primeira vez durante a quarentena – comportamento que pode se manter no pós.

Para evitar os custos gerados pelas taxas de bandeiras, o pagamento instantâneo ganhou força nos últimos anos. O processo se acelerou com a pandemia do coronavírus, forçando as pessoas a optarem com a facilidade do pagamento mais corte nos custos da operação bancária. No velho continente, o Banco Central Europeu (BCE) criou a modalidade de redução dos gastos do cliente através do Pan European Payment System Initiave (Pepsi) como uma alternativa mais barata.

Seguindo esse modelo, o Brasil criou o PIX, um sistema semelhante ao usado pela Europa. Elaborado e regulamentado pelo Banco Central do Brasil (BC), tem como finalidade aprimorar os meios de transações monetárias, ou seja, uma ferramenta que gere evolução sobre a operação do pagador e do recebedor.

De acordo com recente artigo difundido na mídia, os especialistas João Victor Alves de Oliveira (membro do NECON FECAP) e Nadja Heiderich (professora e coordenadora do NECON FECAP), a expectativa quanto à agilidade da operação é positiva. 

“O BC espera que os benefícios gerados pela implementação de um sistema instantâneo tragam maior praticidade, rapidez e o menor custo ao pagador e recebedor. E mais: para a pessoa física, o custo será zero e ao recebedor o custo de aceitação será menor que outros meios eletrônicos”, diz um dos trechos do artigo. 

Segundo ainda ambos os professores, em termos gerais, o PIX trará ao mercado maior competição e abertura, tanto que as prestadoras de meios de pagamentos terão que aprimorar seus serviços, gerar melhores ofertas para seus clientes e o aumento da aceitação (mais agentes ofertantes gerados pelo baixo custo de iniciação). Tendo como data prevista de lançamento o mês de novembro deste ano, essa é só uma das regulações e soluções dentro do Open Banking, que foca criar um mercado mais dinâmico no setor bancário, melhorando a qualidade e o custo de serviços.

No âmbito da transparência, poderá colaborar para a PLD (Prevenção de Lavagem de Dinheiro), dado que, por ser o único sistema aberto aos participantes, é mais evidente a regulamentação e compartilhamento de informações contra esse crime aos órgãos responsáveis, e por possibilitar a diminuição do uso de cédulas.