Tecnologia não pode ser encarada como vilã, mas como solução para pessoas e negócios

Por Roberto Marcio

A base de dados do Google registrou crescimento recorde nas buscas sobre “como ajudar” no Brasil durante o período da pandemia. Segundo relatórios gerados pela ferramenta de análise de uma das maiores empresas de tecnologia do planeta, a procura por esse termos atingiu seu pico máximo no meio desse ano, aumentando em quase 50% em comparação ao mesmo período do ano passado. O mundo hi tech, no entanto, pode ajudar a erguer setores da economia que sofrem com esse momento de pandemia, mas seu acesso ainda é restrito e isto pode ser um gargalo para harmonizar a relação entre ela e os trabalhadores.

Cerca de 100 milhões de trabalhadores em 35 países economicamente avançados e emergentes podem estar em alto risco de perderem seus empregos, segundo um estudo realizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o levantamento, os desempregados vivem essa situação porque são incapazes de realizar suas funções remotamente. As áreas de alimentos, hospedagem e do comércio atacadista e varejista são as mais atingidas pela crise, sendo mulheres – com mais tarefas domésticas e maioria em serviços de alimentação e hospedagem –, e profissionais jovens e sem ensino superior entre os mais vulneráveis. 

Nas redes sociais, há muitos que culpam essa situação ao avanço da tecnologia, principalmente após o início da pandemia, que obrigou uma parte das pessoas a recorrer ao mundo virtual para resolver desde simples pagamentos até a engajar em compras e vendas, fazendo aumentar os negócios em rede em detrimento do presencial. Todavia, da mesma forma que a TI estaria sendo um agravante no quadro de empregos, também pode oferecer soluções para que o quadro seja revertido, principalmente aos empresários que sofrem os efeitos econômicos do coronavírus. Mesmo que uma parcela significativa não tenha acesso aos meios, não pode ser vista como vilã e sim como um parceiro na vida e nos negócios de cidadãos e empresas. Ainda mais com as ferramentas que estão cada vez mais a disposição para melhorar a relação das empresas com os lucros e o trabalho, que certamente pesam a seu favor. 

Setores que sofrem com a pandemia: a boa notícia é que existe soluções para reverter a tendência negativa

Como foi citado no relatório do FMI, As áreas de alimentos, hospedagem e do comércio atacadista e varejista foram as mais atingidas pela pandemia do coronavírus, elevando o número de pessoas sem emprego aos milhares. Porém, a mesma tecnologia que tem deixado muitos à margem da vida financeira global, possui as ferramentas para reverter essa crise. A digitalização desses setores é uma realidade e para voltar a empregar será necessário a descoberta de estratégias que o marketing digital e a inteligência de dados podem oferecer aos empresários para melhorar o ambiente de transações financeiras, ganhar fôlego e vencer a crise.

Entre os setores mais castigados pelas consequências da epidemia – que em março começou para valer no Brasil – o comércio atacadista e varejista viram o mundo virar de cabeça para baixo, arrastando com ele um grande número de trabalhadores que perderam seus empregos. Obrigados a sobreviver em um cenário de isolamento social, os comerciantes recorrem a instrumentos tecnológicos para manterem suas vendas, sendo o Whatsapp a ferramenta mais usada. O canal de comunicação com o cliente, por outro lado, acelerou o processo de vendas e abriu caminho para que comerciantes se virassem a internet para assegurar a manutenção dos empreendimentos.

O “Como posso ajudar” está em voga no Google e isto é um bom indicador para aqueles que apostam no sucesso de vendas e compras nesses tempos difíceis que o mundo atravessa. É pela palavra-chave que indica o caminho para que seus negócios prosperem no mundo virtual, o novo campo de batalha escalável que vai ditar se você vai ser bem sucedido ou não. Aos trabalhadores que por conta da pandemia não tiveram êxito em se manterem no mercado, resta apenas buscarem o aprimoramento de cursos e ter um olhar significativo para esse “novo normal” que certamente traz novidades, que nem sempre são boas ou ruins. Elas simplesmente acontecem.