Fake News: como candidatos podem se proteger do novo crime eleitoral?

Por Roberto Marcio

Entramos na semana em que faltará um mês para a realização das eleições municipais. A campanha dos candidatos das mais de quatro mil cidades do país já está a pleno vapor e o uso cada vez maior do mundo virtual atrás dos votos será o maior de toda a história brasileira e que, portanto, para quem postura um cargo público para os próximos quatro anos, seja a prefeito ou vereador, é fundamental ter acesso ao que está sendo comentado na internet para evitar dores de cabeça, como as Fake News, que destroem reputação com uma força imensurável. A boa notícia, contudo, é que tem recursos tecnológicos para descobrir a fonte das informações falsas publicadas na rede.

Em um ano tão atípico e impactante para a vida das pessoas como está sendo 2020, o processo eleitoral brasileiro também será diferente. Além do adiamento de data para proteger a população e evitar aglomerações por conta do coronavírus, as eleições municipais serão foco de atenção, com mais controle de informações que interferem no processo de escolha dos representantes públicos. Enquanto o Congresso Nacional trabalha na investigação de informações falsas que foram largamente propagadas durante as eleições de 2018, por meio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News , o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também está atento aos preparativos para a eleição deste ano.

Do outro lado, as próprias plataformas de redes sociais vêm criando aos poucos mecanismos para inibir a disseminação de fake news, como limitação da ação de robôs, de perfis falsos e da prática de impulsionamentos ilegais. Os criminosos, sendo assim, podem recorrer a sistemas sofisticados para tentar driblar as regras eleitorais e, por assim dizer, espalhar inverdades sobre determinados candidatos com o objetivo de atingir sua reputação. Só que o marketing digital já dispõe de um contra ataque mortal para anular a ação das Fake News, como Inteligência de Dados, Data Analytics e Blockchain que servem como referências para um trabalho de apurar e descobrir de onde vieram as fontes de informações falsas. Embora tais técnicas sejam abordadas na questão da eleição, elas servem para os negócios e tudo mais.  

Se esse mundo cada vez mais conectado pode ser ao mesmo tempo oportunidade e ameaça para as eleições, a visão dos políticos é de que é preciso investir em comunicação para enfrentar essa nova realidade no pós-pandemia. Sem isso, fica muito difícil enfrentar e superar a máquina da Fake News e sua força destrutiva. Uma boa estratégia para barrar essas ações maldosas é fundamental para conquistar um bom resultado no pleito. Não dá para cochilar. No final, no entanto, tudo se resume a usuários instruídos. Discutir alguns dos sinais de notícias falsas, na esperança de que os leitores possam determinar por si mesmos como identificar notícias falsas, é um dos objetivos deste artigo. Também é importante discutirmos a psicologia das notícias falsas – o que faz essas campanhas funcionarem e como elas são capazes de convencer as pessoas – na esperança de que o conhecimento dessas técnicas permita que os leitores resistam a elas.

O mundo da comunicação já emergiu diferente no contexto da pandemia. Empresas e marcas estão cada vez mais ressignificando seus propósitos para se posicionar neste novo ambiente. E o engajamento verdadeiro em causas relevantes para a sociedade é visto como um caminho sem volta. E para você, candidato, melhorar seu aparato comunicacional para enfrentar também a Fake News pode ser sua diferença entre a vitória para a derrota. 

Saiba mais:
https://oglobo.globo.com/brasil/lei-que-pune-fake-news-eleitorais-pode-ajudar-no-combate-desinformacao-dizem-juristas-23916424, https://www.atribuna.com.br/eleicoes/especialistas-d%C3%A3o-dicas-de-como-se-proteger-e-combater-as-fake-news-em-per%C3%ADodo-eleitoral-1.121118,