Em tempos de pandemia, medicina brasileira acelera uso de recursos tecnológicos para atendimento

Por Roberto Marcio

A implantação da tecnologia em diferentes segmentos da sociedade se acelera vertiginosamente. Com o objetivo de criar um novo ecossistema, recursos tecnológicos agora já fazem parte da medicina. O isolamento social apresentou uma nova realidade para o setor de saúde: a telemedicina. O tema engatinhava há alguns anos e por conta da necessidade de distanciamento se tornou essencial para que tratamentos pudessem ser continuados e pacientes atendidos por seus médicos. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de abril a junho, foram feitas 59 mil consultas médicas a distância.

Hoje até por conta do atual momento que estamos vivenciando, se perguntarmos para grande parte das pessoas se elas sabem o que é telemedicina, a resposta será sim. Embora esse tema tenha ganhado destaque, desde a sua regulamentação em caráter de urgência, será que isso é realmente verdade? Para as empresas que lidam com a saúde, a modernização tecnológica é fundamental para que nos dias de hoje cumpram a sua função social da melhor forma possível, em que pese as limitações impostas pela pandemia do coronavírus. No entanto, a telemedicina não é apenas o único recurso que aproxima médicos e pacientes: é preciso saber usá-la de forma adequada. 




Sempre atenta às tendências e na vanguarda dos processos, a EMS, maior laboratório farmacêutico no Brasil, lançou, recentemente, uma plataforma online totalmente gratuita de capacitação profissional e apoio ao médico que, nesse cenário atual de pandemia, precisa se reinventar e continuar mantendo conexão com o paciente. Com o nome de “Médico Exponencial”, o portal medicoexponencialems.com.br oferece ao profissional diversos conteúdos sobre como utilizar de maneira segura e adequada uma ferramenta de telemedicina, além de proporcionar cursos, aulas e atualizações para a educação médica continuada e disponibilizar ferramenta para atendimento a distância.

Em cerca de quatro meses, mais de oito mil médicos já se cadastraram e utilizam a ferramenta. O programa de telemedicina é gratuito e o conteúdo das webséries é constantemente atualizado para que possa suprir as necessidades da categoria, que, no momento, não pode contar com os costumeiros congressos médicos para troca de conhecimento e informação. Além da plataforma digital, a EMS também oferece materiais físicos para serem disponibilizados em consultórios informando e educando sobre consultas a distância.

A procura por remédios também se acentuou nesse período de pandemia.  Para entender o comportamento do brasileiro, relacionado à procura por remédios em meio à pandemia, a SEMrush , uma das líderes globais em marketing digital, realizou um estudo que aponta o aumento significativo nas buscas por medicamentos em sites, como a ivermectina, azitromicina, cloroquina e hidroxicloroquina. Em 2020, as principais marcas do setor tiveram uma alta de 20% na procura por remédios em relação a 2019.

Sem falar das outras funcionalidades e tecnologias integradas, como de inteligência artificial, prescrição eletrônica, suporte à decisão clínica, prontuário do paciente que não estão disponíveis nas ferramentas de videoconferência e que fazem toda a diferença durante o atendimento, aprimorando a eficiência e qualidade.

Tecnologia para ajudar não apenas aqueles que podem pagar: SUS de São Paulo já integra os novos tempos de atendimento

O sistema automatizado implementado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) – gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública – já economizou 60.710 horas (ou 6,9 anos) para o sistema público de saúde de São Paulo, com a priorização de atendimentos com suspeita de coronavírus. A tecnologia, usada em 47 unidades de saúde atendidas pela FIDI no estado, ajuda a evitar a propagação do vírus e melhora a resolutividade dos casos. 

Com a solução, os exames de tomografia computadorizada de tórax de pacientes na emergência são laudados de maneira mais rápida pela equipe médica da FIDI, com redução de 22% do tempo. Da mesma maneira, os laudos emitidos de internados resultam em uma economia de 16% de tempo. Para exames ambulatoriais, a resolução é dada com antecedência de 55% do tempo usual.

O sistema já priorizou 46 mil casos de pacientes com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus. Destes, 25 mil tiveram achados de imagens suspeitos para Covid-19, ou seja, 54% do total. A média de idade destes pacientes é de 55 anos, sendo a maioria masculina (54%). A nova rotina de atendimento começa na abertura da ficha, quando é marcada como suspeita para a doença, de acordo com o pedido médico. Após isso, este paciente é priorizado para realização de tomografia computadorizada de tórax e seu exame é avaliado imediatamente. Uma vez realizada a checagem, independentemente de ser positiva ou negativa para Covid-19, o médico a sinaliza no sistema como exame suspeito para a doença, encaminhando a imagem e o laudo para a rede de hospitais e, também, para os celulares dos médicos solicitantes, que conseguem ver esses resultados de maneira mais ágil.

Saiba mais: https://summitsaude.estadao.com.br/tecnologia/avancos-tecnologicos-impulsionados-pela-pandemia/

http://www.abranet.org.br/Noticias/Telemedicina-e-nicho-a-ser-explorado-pelas-empresas-de-internet-2851.html?UserActiveTemplate=site#.X4iEQtVKg2w,

https://olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/coronavirus-como-a-tecnologia-e-usada-para-combater-a-pandemia/98006

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