Usando IA, inteligência de dados e uma boa equipe para guiar sua War Room

Por Roberto Marcio

Toda empresa, por assim dizer, tem seu “quartel general”, onde reúne sua equipe de colaboradores para deliberar estratégias para vencer os desafios impostos para seu crescimento. O local de encontro necessita das melhores condições para que as pessoas discutam informações e dados relevantes sobre a maneira como agirá diante das adversidades e desafios impostos pela gestão empresarial. Por isso, a War Room – inspirado em modelos de guerras convencionais – são a novidade que, acompanhadas das melhores ferramentas tecnológicas, garantem todas as condições para os gestores terem uma consciência situacional perfeita para tomarem as melhores decisões para seu negócio. 

Para ter um entendimento da importância de um War Room, precisamos voltar no tempo das primeiras guerras. Lembram daqueles generais se reunindo em uma sala, enfumaçada por cigarros acesos e um monte de pessoas discutindo qual a melhor estratégia? Pois é isso que a War Room proporciona. Ela é inspirada em comandantes militares, que precisavam se reunir em um espaço reservado e adequado para definir ações a serem tomadas na batalha. Um desses locais se popularizou na Segunda Guerra Mundial, quando Winston Churchill mandou construir o que se chamou de “bunker”, para criar uma cadeira de comando a partir de decisões centralizadas naquele local fortificado. 





Outro “bunker” famoso foi o de Hitler, o comandante da Alemanha que em maio de 1945 estava refugiado em um espaço como esse no centro de Berlin e no mesmo lugar onde cometeu suicídio, após ver as chances de vencer a Segunda Guerra Mundial se disssipar com o avanço dos aliados a capital da Alemanha. 

Nos casos da Inglaterra e da Alemanha, existia um War Room de onde partia ordens para os militares em batalha. 

O termo War Room, assim como sua estrutura, pouco mudou de lá até os dias de hoje. Foi, inclusive, impulsionado pela tecnologia e sua modernização chegou, pasmem, às salas das grandes empresas. Assim, é verdade que houve impactos  que a guerra gerou na sociedade, que foi aproveitada para o mundo dos negócios, que viu ali uma chance de estabelecer uma base eficiente para a tomada de decisões. 

Desde a evolução tecnológica forçada, inteligência de dados, estratégia de guerra, análise tática, sobrevivência ao caos, superação física e psicológica e foco na vitória foi o que passou a vigorar nas empresas. Nada melhor do que uma sala de reuniões com todas as condições de oferecer respostas rápidas, assertivas e ágeis para CEO´s e gestores. 

Das guerras para as grandes corporações: a evolução da sala do mundo business

A War Room tem alterado a paisagem de algumas empresas, que vêm adotando o conceito para gerenciar projetos complexos. Isso porque a iniciativa permite motivar e energizar uma equipe multidisciplinar sempre que for preciso superar uma adversidade – um nome mais legal para “gabinete de gestão de crise”. 

Até porque a instalação de uma sala de guerra permite que você ponha em prática uma ação estratégica ousada e com metas agressivas, conseguindo o engajamento e a participação empolgada de todos.

Uma War Room, para que efetivamente seja um local de encontro onde as decisões mais estratégicas são tomadas, precisa ser estruturada para atender seus objetivos. É um dizer adeus aquelas reuniões chatas e, quando muito às vezes infrutíferas, em um lugar onde não tem os recursos necessários para ajudar os colaboradores a darem direção aos negócios. 

Neste quadro, a Inteligência Artificial e a Inteligência de dados, somados ao entendimento de como tratar os dados, contribuem para atingir as metas para enfrentar a batalha do cotidiano, principalmente na atualidade, já que o Covid-19 tem causado estragos na economia dos países e, vencer num cenário como esse é um grande desafio ter opções para escolher o melhor caminho de vendas ou obter bons contratos com clientes. 

.Por isso, o uso das ferramentas certas com a metodologia adequada, abre caminhos para ganhos exponenciais.

Uso de ferramentas eficazes para elucidar os problemas 

Sun Tzu, autor do famoso livro “A Arte da Guerra”, disse certa vez: “um estrategista vitorioso só entra numa batalha quando ele tem certeza da vitória na guerra”. Traduzindo isso para o mundo dos negócios, faz todo o sentido. Afinal, para ser um negócio escalável, disruptivo e vencedor no ponto de vista do consumidor, é fundamental trabalhar os dados, sobretudo no momento em que a pandemia do coronavírus mudou a regra do jogo. É hora de adotar estratégias seguras dentro de um contexto importante para garantir boas vendas. E no War Room, quero dedicar um parágrafo sobre a IA e o que ela pode ajudar nesse processo.

É fato que a democratização da IA, seja em um War Room como em vários segmentos, está se tornando uma megatendência. Não para o consumidor final, mas para as empresas. Isso, inclusive, foi o que apontou o levantamento do Gartner, feito em julho deste ano.Segundo a pesquisa, a IA não é mais assunto exclusivo de especialistas e agora permeia todas as áreas das organizações e inclui muitos profissionais. 

Varejo: com boas decisões tomadas, setor pode vencer a crise 

No War Room, é possível ter dados centralizados para melhorar a percepção do que pode e necessita ser melhorado. Tomamos o varejo como um exemplo. A IA e mais a Inteligência de Dados podem ajudar o segmento econômico oferecendo soluções digitais para encontrar o caminho para resolução de problemas.  

O setor acompanha a evolução da pandemia com toda a atenção.  A Covid-19 ilustrou com maior profundidade que, a partir de agora, os varejistas devem ajustar-se ao mundo “nunca normal” em que vivemos hoje, e precisam atuar de uma forma consistente para permitir uma resposta mais rápida e direcionada ao sucesso. 

Com uma equipe bem preparada, motivada e interpretando os dados, os recursos tecnológicos aparecem de forma clara em painéis instalados na sala de guerra.

Thiago G. Santos, cientista de dados, diz que atualmente a ciência de dados ainda está se estabelecendo dentro das indústrias. Para ele, as principais aplicações em data science ainda são voltadas ao entendimento das informações, auxiliando, assim, na tomada de decisão. Ou seja, a fase mais importante de todo “workflow” de um projeto de dados é a análise exploratória, em que a empresa entende estes dados, cria e valida hipóteses.

Convém lembrar que, nesse segmento, sempre existirão variações de mercado e disrupções, o que significa que os varejistas devem ser capazes de prever estas mudanças e se adaptarem rapidamente. Em uma última análise, isto não é uma novidade. Por isso, com todos os dados confiáveis em mãos, a equipe se reúne para debater essa ou aquela questão para, finalmente, se debruçar na equalização do problema. 

Modelo japonês: uma inspiração para melhor relação entre homem e máquina?

Não diria que a introdução da War Room como ponto de partida seja um exemplo da chamada Indústria 5.0 – conceito criado no Japão em 2016 em que atribui praticamente as mesmas responsabilidades para homens e máquinas, que interagem de tal forma que contribui para um processo de humanização em alta escala na área da tecnologia. 

Seria talvez um exagero dizer isso, mas é concreto que uma equipe capacitada, ligada no que está acontecendo com o uso da IA e Inteligência de Dados para orientar seu negócio é o caminho certo para melhorar seus números nas vendas, em que pese a pandemia que insiste em atrapalhar as projeções econômicas no curto e médio prazos. Isso é uma guerra, afinal. E que todos se reúnam na War Room para garantir que, no quartel general, as melhores decisões estejam à disposição da equipe de trabalho. 

Saiba mais: https://www.agendor.com.br/blog/war-room/,   

%d blogueiros gostam disto: