Inovação para vender mais na Black Friday: uma reflexão

Por Roberto Marcio

A pandemia do Covid-19 mudou o panorama econômico pelo mundo afora, com impactos negativos infelizmente. Somado a isso, o momento provocou uma mudança no comportamento do consumidor em muitos aspectos, entre eles na hora de decidir o que comprar e a experiência adquirida com o negócio. Portanto, para as empresas que querem ir atrás do público em busca de boas vendas, a Black Friday agora em novembro, é uma ótima oportunidade para ganhar uma fatia do mercado. Só que para ter sucesso nesse empreendimento é preciso inovar para conquistar corações e mentes.

Numa análise feita por Rodrigo Burgers, Consultor de Estratégia e Inovação da Play Studio, consultoria de Inovação e venture builder, enquanto o quadro da Covid-19 se desenhava, de uma forma ou de outra, a maioria das empresas passou por três fases distintas de gestão. A primeira delas foi a do susto, na qual o grau de incertezas e as especulações eram muito altas e por isso ações drásticas de redução de custo e preservação do caixa foram geradas. Depois, em um segundo momento, começou-se a entender melhor onde seria a real demanda de seus mercados, suas quedas e até crescimentos, e o foco da gestão em cuidar da nova dinâmica de trabalho em home office. E por fim, a fase que estamos vivendo agora, iniciando os planos e estratégias para se recuperar e aproveitar as oportunidades trazidas pelo novo contexto. 




Recuperação, aliás, é a palavra de ordem nas empresas. Independentemente do mercado em que a empresa atua, ter uma cultura de inovação é determinante para que ela continue relevante e persista ao longo do tempo. Mas pavimentar o caminho para a inovação não significa contratar uma pessoa ou passar essa responsabilidade para uma área específica. Para que essa necessidade de inovar se torne um pilar na organização é preciso construir uma cultura que estimule as pessoas e forneça as bases para que elas contribuam de fato. E isso não vale apenas para a grande empresa, mas para negócios de todos os perfis, segmentos e tamanhos. E isso atualmente vale mais do que nunca para conquistar o público cada vez mais exigente. 

A Black Friday é a data mais esperada pelo varejo e, muitas vezes, pelos consumidores. Mas o que esperar e fazer no maior dia das vendas em 2020, investindo ainda mais em tecnologia? A inovação passa necessariamente no emprego de técnicas e ferramentas que contribuem para assegurar um bom lucro nesse período. “Apesar de um ano atípico e com comportamento de consumo um pouco menos intenso diante da situação econômica mundial, o comércio eletrônico se fortaleceu ainda mais durante o período e, com isso, muitas estratégias tecnológicas devem ser a aposta de grandes marcas neste ano. Vivenciamos a fundo os investimentos que startups e grandes empresas estão fazendo para intensificar sua presença online, automatizando e trazendo mais eficiência. Por isso, reunimos todos esses especialistas para compartilhar as inovações com o mercado”, afirma Nelson Rodrigues, fundador e CEO da NR-7 Comunicação.

De acordo com dados da Ebit/Nielsen, referência em dados no comércio eletrônico, em 2019, o varejo online brasileiro faturou R$3,2 bilhões neste período em 2019, com um aumento de 23,6% se comparado a 2018. A expectativa para 2020 é que o consumo online continue em crescimento, uma vez que a pandemia acelerou o processo de digitalização das marcas e lojistas, tornando essencial apostar em estratégias digitais assertivas, principalmente para a Black Friday. Sendo assim, desvencilhar da crise econômica, diminuir gargalos no estoque e aumentar as vendas pode ser mais simples do que parece. A Black Friday além de servir como uma tática para movimentar o estoque antes do final do ano, também é importante para conhecer quais produtos podem ter uma maior saída no Natal, e assim, investir nas mercadorias certas e alavancar as vendas. Sem precisar manter um estoque cheio, apenas com o número exato de produtos. Tudo isso em nome da obtenção de uma fatia importante do mercado.  

Neste contexto, a Black Friday pode ser o momento ideal para uma marca se destacar no meio da multidão e nada melhor do que utilizar a tecnologia para isso, apostando em formatos inovadores e mais conectados com os públicos. Afinal, a gestão estruturada de processos internos digitalizados, tem sido um reflexo decisivo na experiência de compra dos consumidores.  Então, por que não aproveitar as novas ferramentas tecnológicas e implementá-las o quanto antes?

Dicas importantes para os compradores e alerta para quem quer vender na Black Friday:

Selecione seu ‘produto-foco’

Muitas lojas online têm uma quantidade imensa de SKUs, mas isso não basta: é necessário separar os produtos que são as “portas de entrada” para o consumidor. “Faça um top 5 para chamar a atenção e envolver o cliente. Invista no marketing desses produtos, concentre-se em construir conteúdo, baixe os preços e pesquise o histórico dos compradores”, explica Assunção. “Uma outra medida é analisar quais produtos estão “encalhados” e movê-los para o marketplace, diminuindo assim os custos de armazenamento e manutenção.

Branding é fundamental

A Black Friday demanda investimentos em comunicação. Os varejistas devem procurar sempre gerar conteúdo e mídia para tornar seus produtos conhecidos e, principalmente, lembrados pelo consumidor, para que eles possam aproveitar a promoção quando o dia 27 de novembro chegar..

Experiência do Cliente

Quer ganhar um cliente fiel? Supere as expectativas dele ao invés de se contentar apenas em atendê-lo. Certifique-se de ter sempre o produto oferecido em estoque, cheque a rede de logística e cumpra sempre o que promete. Não é o momento para poupar gastos. Se o varejista fez uma boa identificação da base, o retorno é certo. Por outro lado, se sentir que a loja não atenderá todos os requisitos, o melhor é não participar desta Black Friday e usar o aprendizado para 2021.

Meios de pagamento

Devido a todos os acontecimentos deste ano, os meios de pagamento on-line já foram muito “testados” por conta do boom nas vendas, sobretudo no Dia das Mães. Porém, o momento não é de baixar a guarda. O relacionamento com o gateway deve ser muito estreitado pelos lojistas. Tenha sempre um backup. E garanta que os pagamentos sejam transparentes.  Os boletos exigem atenção especial neste período, já que ‘seguram’ vendas que podem não ser convertidas, por isso deve-se dar preferência aos cartões de crédito, carteiras digitais e vendas via token..

Medidas antifraude

Um grande volume de pessoas traz, necessariamente, grande potencial de fraudes. Tenha atenção e garanta que seus sistemas antifraude segurem o tranco. Além disso, deve-se sempre verificar se a marca não está sendo fraudada de outras maneiras, como sites e mídias sociais falsos, que enganam os compradores se utilizando da sua marca.

Saiba mais: https://agenciaimma.com.br/vendas-durante-a-black-friday/, https://efeitoviral.com.br/como-vender-mais-na-black-friday/, https://www.bertholdo.com.br/blog/como-se-preparar-para-black-friday/