A curadoria de conteúdos e Inteligência Artificial: o toque humano é fundamental para depurar os dados

Por Roberto Marcio

As máquinas não podem escrever uma coluna de opinião política ou uma postagem sentimental em um blog, mas há determinadas áreas em que o conteúdo gerado pela IA pode ser útil e ajudar a atrair visitantes para seu site. Sim, os recursos tecnológicos, por mais imprescindíveis que são atualmente para a tomada de decisão, não substituem aspectos humanos para análise de dados e informações. Por isso, o trabalho de curadoria de conteúdos segue tão valorizado como as ferramentas de IA. 

A curadoria de conteúdo com IA permite que você engaje melhor os visitantes em seu site por meio de conteúdos relevantes e personalizados. Essa técnica é mais comumente encontrada na seção ‘clientes que compraram o X também compraram o Y’ em muitos sites, mas também pode ser aplicada ao conteúdo do blog e personalizar as mensagens do site de forma mais ampla. 




Até porque, a IA não pode resolver tudo sozinho. É uma máquina que aprende com o ser humano a exercer sua função de se tornar um parceiro na hora de resolver certos tipos de problemas, mas ela por si só não terá efeito sem um objetivo específico e auxiliado pelos profissionais responsáveis por um determinado estudo. 

A IA traz os dados e informações confiáveis em tempo real, mas sua depuração precisa de um “toque humano” para que o relatório seja claro e amparado pela realidade dos fatos.

Ainda estamos muito no começo do uso da IA, mas existem diversas aplicações. Por exemplo, recomendação de conteúdo, recomendação de textos semelhantes, auto tagueamento de textos, imagens, identificação de palavras-chave, etc. 

Tudo isso pode ser um ótimo recurso para quem deseja ampliar as visitas ao site. Todavia, o diagnóstico mais profundo sobre como fazer para ampliar a presença dos internautas e o que pode ser melhorado é uma tarefa da curadoria de conteúdos.

Em síntese, para os alarmistas que veem a IA substituindo o ser humano em todas as partes da economia, é bom rever seus conceitos. Afinal, o toque humano em qualquer relação econômica ainda faz e fará a diferença durante um bom tempo. 

O que a inteligência consegue detectar é, por exemplo, quais conteúdos que você pode colocar dentro de um vídeo para gerar um engajamento maior. No entanto, sempre haverá a intervenção e a curadoria de um ser humano. A inteligência artificial analisa milhões de informações de forma muito rápida, mas isso gera apenas insights. O trabalho só será completo com a intervenção de profissionais  

Para as empresas que querem saber de seus produtos na mídia, a união de ambos traz resultados práticos

A IA tem garantido bons resultados para as empresas, com soluções ágeis e respostas prontas para suas demandas. Porém, esse aparato tecnológico ainda depende de humanos para transformar todos os dados obtidos em um relatório eficaz para a sua empresa. Tomamos, como exemplo, uma corporação de comunicação e o que pode fazer para ajudar um cliente. 

Vamos supor que uma grande montadora contrate os serviços para descobrir o que sai na mídia sobre um determinado automóvel. Essa empresa de comunicação pode centralizar o monitoramento de tudo que sai nos jornais, revistas, TV e na internet a respeito da opinião do produto junto aos clientes. Através de uma busca personalizada, a IA revela tudo que diz respeito sobre a percepção do público sobre o carro e tudo mais. 

O monitoramento contínuo fornece elementos cruciais para o planejamento estratégico da empresa em relação ao lançamento do seu automóvel. A IA vai extrair detalhes, aceitação ou não do público, vendas por estados e faixa etária e populacional, tudo segmentado para que profissionais altamente especializados possam reportar ao CEO ou gestores da empresa cliente detalhes que podem ajudar a impulsionar suas vendas, corrigir erros de marketing e orientar o trabalho para que dê resultados ainda mais expressivos. 

Por fim, a curadoria tem um papel preponderante na vida das empresas que usam a IA para integrar aspectos dos negócios. Na cultura de excesso e de fácil reverberação de mentiras, a responsabilidade individual nunca foi tão vital para a saúde intelectual da sociedade. O objetivo principal de um editor é dar às pessoas o que elas querem ver e o que elas precisam saber. O papel de um curador se equipara ao de um editor, recebendo uma nova camada: a de identificar e separar o essencial do superficial, e apresentar aquilo que é relevante para os negócios. Assim, se torna um casamento perfeito para a sua corporação. 

Saiba mais: https://www.plusoft.com.br/a-importancia-da-curadoria-para-desenvolvimento-da-ia/, https://www.mobiletime.com.br/rss-site-antigo/08/12/2017/conteudo-mappa-brasileiras-criam-servico-de-curadoria-de-conhecimento-com-inteligencia-artificial/ 

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