Como a pandemia acelerou o processo de automação nas empresas

Ferramentas para comunicação foram aprimoradas para os tempos atuais

Por Roberto Marcio

O marketing sempre foi sobre antecipar e entender as necessidades do seu cliente. Porém, a pandemia do Covid-19 revelou a necessidade dessa área importante da comunicação a fazer ajustes para manter o contato direto com o cliente, já que o isolamento social provocou o fim das longas reuniões com clientes. 

Assim, sai dos encontros físicos com os parceiros e entram em campo as novas tecnologias como o Zoom, Whatsapp e o Google Hangouts – isso para falar apenas das mais populares.

A revolução provocada pelos aplicativos chegou até os campos de futebol. De forma inédita, o Zoom fez um acordo com a Federação de Futebol da Dinamarca e implantou num dos jogos da primeira rodada do campeonato local a presença do torcedor através de seu recurso tecnológico. 

Para espanto geral, o torcedor – impedido de ir ao estádio por causa da pandemia – não apenas assistiu, como também pôde interagir durante os 90 minutos de jogo. Provavelmente muitos desses torcedores utilizam a ferramenta para trabalhar e marcar suas reuniões profissionais e familiares.

O uso da plataforma de vídeo-chamada, todavia, não é algo novo. O Skype, produzido pela Microsoft na década passada, praticamente pavimentou o caminho para o surgimento de outras tecnologias para empregar em reuniões. 

Empresários, de um lado do mundo, se comunicavam com até 10 pessoas ao mesmo tempo de outra parte do planeta, o que acelerou os negócios e tornando-se um dos símbolos da globalização. 

Em seguida, a criação de meios para comunicação passou a integrar a estratégia das agências de comunicação, sobretudo se os clientes estavam em lugares distantes, consequentemente não podiam acompanhar os encontros ao vivo. 

Hoje, porém, virou material de primeira necessidade que vai além do que encontros para definir pontos importantes com clientes.

O advento das redes sociais trouxe com ele a multiplicação de serviços que prestam ao público em geral. O Facebook, criado para estabelecer a aproximação das pessoas através do mundo virtual, inovou também na comunicação ao criar a versão Messenger, permitindo a interação entre os internautas. 

O incremento da relação trouxe a possibilidade de negócios. O Google criou o Hangouts, que após o decreto de isolamento social determinado nas cidades, em março passado, incrementou elementos para justamente facilitar a vida cotidiana, impactando no trabalho da comunicação. 

Os concorrentes não ficaram para trás e o Whatsapp – hoje o mais popular – o Telegram, o Line, o Jitsi e o mais recente Microsoft Teams se juntaram ao grupo de ferramentas eficientes que impulsionam o direcionamento do marketing digital.

Tecnologias à parte, se tornou imperativo ouvir o que os clientes estão dizendo e oferecer proativamente soluções significativas, e se sabe que em um momento de necessidade, a comunicação digital e o acesso contínuo às informações são críticos. 

Ao ouvir um CMO de uma grande empresa, ele diz que esses são tempos sem precedentes para todas as empresas e objetivamente precisa se fazer todo o possível para aliviar preocupações e pressões das organizações, à medida que mudam suas operações e estratégias para um foco maior em experiências digitais personalizadas. 

A cobrança do cliente é enorme durante esse período difícil que se encontra.
Além disso, a tecnologia de vídeo é mais crítica agora do que nunca para ajudar as pessoas a permanecerem conectadas. 

Mas a decisão de fornecer seu software de videoconferência gratuitamente contribuem para que a associação do marketing e aquilo que se pleiteia estejam em comum acordo para a conquista de bons resultados de vendas. Uma comunicação clara e consistente é absolutamente crítica.