Pandemia leva público às redes sociais

Pode ser opção para marketing digital para as empresas saírem da crise

Por Roberto Márcio

Recentemente, foi liberado para os veículos de comunicação um novo relatório, elaborado pela Socialbakers, sobre as tendências no bilionário mercado de publicidade nas redes sociais. A pesquisa revela dados importantes que podem impactar na metodologia de trabalho de agências de publicidade em todo o planeta. 

Baseado em um estudo que engloba o impacto da Covid-19 no marketing e as mudanças da publicidade paga em todo o mundo, o relatório abrangente destrinchou aspectos importantes no comportamento com a pandemia e sua influência no mercado.

Os empresários sentem grande prejuízo nas suas receitas com enfraquecimento das vendas dos seus produtos e serviços devido ao isolamento social. Com a crise econômica, muitos consumidores se resguardam em comprar e investir nesse momento. Por busca de soluções que os apoiem, observamos o aumento do interesse das empresas em agência de marketing digital, que começaram a enxergar a importância dessa estratégia para a sobrevivência do seu negócio no mercado. 

Para tanto, a pesquisa realizada no sentido de avaliar o impacto da pandemia no comportamento do consumidor joga uma luz sobre a urgência de formular estratégias eficientes para melhorar o ambiente de negócio. Entre os métodos avaliados, se buscou, por exemplo, como ficou o custo por clique (CPC) e como as pessoas se comportam nesse período de epidemia provocada pelo coronavírus. 

Das seis regiões estudadas, cinco tiveram um declínio no (CPC) em março, quando a pandemia realmente se espalhou. Essa queda nos custos com anúncios variou de 22,1% no sudeste da Ásia a 42,4% no sul da Europa. 

Um dado importante para quem atua na prática de mercado chamada inteligência de vendas, já que a queda acentuada chama a atenção porque o maior percentual veio justamente do velho continente, castigada pelos efeitos do Covid-19. 

Desde o primeiro caso registrado na província de Wuhan, a economia global se desacelerou e as consequências financeiras obrigaram as agências de publicidade a buscarem novas opções de estratégias para manter a sobrevivência do negócio, quando não aumentá-la em meio a crescente pandemia.

Embora o alcance geral das páginas de marca no Facebook tenham diminuído a partir de março, às empresas que promoveram suas postagens, aproveitando o custo baixo dos anúncios, tiveram um aumento de 28,6% no alcance da página entre 13 de março e 13 de abril. 

O percentual da pesquisa revelou o outro efeito provocado pela pandemia, quando o custo dos anúncios mostrou uma queda, quando a publicidade sofreu o baque com a desaceleração da economia. A perda foi compensada pelo alcance que o Facebook obteve um alcance maior.

A conclusão do relatório é da diminuição da atividade econômica  em regiões afetadas pelo Covid-19 e um crescimento vertiginoso no tempo em que as pessoas ficam conectadas durante o período de pandemia dão a exata noção de que o comportamento nas redes sociais, em especial, mudaram bastante. 

Portanto, com a facilidade das compras on-line, muita gente prefere a comodidade de fazer suas compras virtualmente, através de E-commerces, aplicativos ou redes sociais, por exemplo. Com seu público alvo e personagem (persona) definidos, sua empresa precisa estar presente no ambiente certo, com abordagens assertivas.

Sendo assim, isso tudo traz um impacto na estratégia de agências de publicidade ao marketing digital e revela outros dados relevantes. Com os estabelecimentos de lojas fechadas, a porta de entrada para o aumento ainda maior do e-commerce durante a epidemia.

O setor de varejo, que aos poucos está voltando à normalidade em virtude da flexibilização promovida por governos locais, terão o desafio do e-commerce. Isso porque, gigantes do comércio eletrônico como a Amazon e o Mercado Livre viram seus negócios crescerem com o isolamento social. Por conta disso, os varejistas terão que contar com o auxílio da tecnologia para impulsionar seus negócios. 

Mudanças à vista: agências monitoram comportamento do consumidor

Com a prática do distanciamento social durante a pandemia, as pessoas estão passando mais tempo online, de acordo com dados da pesquisa. 

Esses números, que não chegam a surpreender o mercado, certamente serão alvo de muitas reuniões entre as empresas de monitoramento de dados sobre esse aumento, que pode revelar algo de novo no comportamento dos indivíduos e também nos negócios.

Por exemplo, os fãs das páginas de marcas no Facebook da Europa passaram mais tempo online em março, durante todo o dia, em comparação aos meses anteriores. Como a pesquisa revela, essas pessoas podem estar ávidas não apenas compartilhar o isolamento entre as pessoas, mas a procura de oportunidades de compra e venda. 

Ainda sobre o levantamento, encomendado pela líder global em soluções para a otimização de performance corporativa em redes sociais, mostra também mostra um aumento no envolvimento do público com influenciadores que publicam conteúdos considerados mais humanos, em oposição a conteúdo aspiracional ou com excesso de robóticos padronizados.

Uma dos pontos altos que se pode chegar é a de que tendências oferecem às marcas a chance de subir seu alcance entre o público que está conectado o tempo todo, ao mesmo tempo em que puxa um custo mais baixo para o conteúdo patrocinado. Considerado os melhores canais de relacionamento que existem, as páginas das mais acessadas estão mais em alta do que nunca. 

Desde os pequenos até os grandes negócios, lá encontrará um amplo terreno para desenvolver sua estratégia para conquistar o público, embora esses canais não tenham sido criados especificamente para a conversão de vendas. 

Ou seja, investir nas redes sociais se tornou barato, de fácil acesso e de grande alcance durante a quarentena, uma tendência que pode persistir após o período da epidemia, que se trouxe estragos por um lado, revela um caminho para a implementação de maneiras de como potencializar as vendas e o estudo de dados. 

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