Pesquisa confirma engajamento do e-commerce nas redes sociais

Por Roberto Marcio

Uma nova rodada de pesquisa feita pela Socialbakers, realizada durante o período da pandemia, confirma a tendência de mudança do comportamento do público desde que os governos estaduais e municipais introduziram a quarentena. 

O e-commerce, segundo o apurado, ocupa a preferência dos internautas entre as interações nas principais redes sociais, o que se traduz também em um rico material para o marketing digital impulsionar as vendas on line, ajudando as empresas obterem lucros em um momento delicado da economia.

Seguindo este movimento, as empresas passaram a se preocupar mais com suas redes sociais, já que estas passaram a ser um dos principais canais de comunicação e vendas.

Em razão disso, o isolamento social comprovou, de acordo com a pesquisa, uma maior procura pelas redes sociais. Os Consumidores, além de se manterem ligados às suas marcas de preferência, buscam informações sobre as ações tomadas por essas empresas para auxiliar na contenção do vírus.

“Atualmente, alguns dos conteúdos de mídia social mais bem-sucedidos e envolventes são aqueles que demonstram ânimo e encorajam um espírito de camaradagem e união. As marcas devem se preocupar com o que estão publicando e, ao mesmo tempo, como estão atraindo seus clientes, pois as pessoas estão procurando estar ao lado das companhias que buscam construir um mundo melhor e lutar contra a pandemia do coronavírus”, conta Alexandra Avelar, Country Manager da Socialbakers.

Marcas se engajam em meio a uma crise provocada pelo Covid-19

Na pesquisa, o segmento de moda aparece em primeiro nas interações no Instagram, apesar disso, beleza ocupa apenas a quarta posição em ambas as redes. A Socialbakers realizou um estudo do desempenho dos setores no Facebook e no Instagram, cujos resultados foram divulgados na tabela abaixo:

Facebook

1- E-commerce – 21,7% das interações

2- Varejo – 16,4% das interações

3 – Moda – 9,3% das interações

4 – Beleza – 9,2% das interações

5 – Serviços – 7,2% das interações

6 – Serviços alimentícios – 5,7% das interações

7 – Bancos – 3,9% – das interações

8 – Bens domésticos – 3,3% das interações

9 – Outros – 23,2% das interações

Instagram

1 – Moda – 23,1% das interações

2 – E-commerce – 22,5% das interações

3 – Varejo – 19% das interações

4 – Beleza – 10,1% das interações

5 – Serviços – 5,8% das interações

6 – Eletrônicos – 2,5% das interações

7 – Bens domésticos – 2,3% das interações

8 – Serviços alimentícios – 2,1% das interações

9 – Outros – 12,7% das interações

Os dados fornecidos pela pesquisa reforçam a posição das redes sociais no que tange a preferência por vendas online. Se antes elas serviam com o propósito de aproximar pessoas, agora passaram a ocupar uma importância central para aqueles que querem inserir suas marcas nesse momento em que a procuramos, cada vez mais a interação virtual para compensar, em parte, o período de quarentena. 

Percebe-se que há uma migração de investimentos para o mundo virtual, que cresce à medida que a pandemia trouxe estragos para uma parcela significativa dos empresários. 

Segundo levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas) em razão da crise, ao menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e nove milhões de funcionários foram demitidos. 

Em meio a isso tudo, encontrar no marketing digital um norte para o aumento nas vendas é uma solução prática, que acompanha a tendência do movimento do público em direção às redes sociais. Com planejamento estratégico, o engajamento das marcas tem tudo para conquistar a preferência do consumidor.