HIPER AUTOMAÇÃO: a tendência de uma nova arquitetura para melhorar a gestão de empresas?

Por Roberto Marcio

A crise provocada pela pandemia do coronavírus é a maior do Brasil há 102 anos e muitas empresas não estavam preparadas para o que estava por vir. 

A economia tombou e muitos dos negócios não estavam adequados para um novo momento financeiro que mudou, para sempre, o funcionamento do mundo. 

Além disso, a queda no faturamento também está associada à falta de ferramentas que pudessem mitigar os efeitos do Covid-19, o que traz a hiperautomação para o centro de um debate sobre a modernização na gestão empresarial e nos negócios. 

De acordo com Fernando Motta, Head de Process Intelligence do gA, a hiperautomação, considerada pelo Gartner a tendência tecnológica número um para 2020, ganhou ainda mais força após a crise global de saúde pública em decorrência da Covid-19. 

Isso porque a adoção da quarentena para combater o avanço da pandemia evidenciou falhas óbvias nos processos de negócio, como a execução manual de tarefas, que podem ser substituídas por essa automatização inteligente, garantindo a manutenção da operação mesmo à distância.

E essa lição que tivemos de uma crise repentina é a prova de que não temos o controle de outros impactos que podem ocorrer, ficando claro que as empresas devem avaliar essa tendência para transformar exponencialmente a estratégia de inovação dos seus negócios.

Processos modernos, do início ao fim, definem o novo rumo

O “queridinho”  de 2020 – a hiperautomatização – já não pode mais ser chamado de futuro pelas empresas. 

As ferramentas que alimentam banco de dados e oferecem solução é uma realidade que fará parte da indústria nos próximos anos. 

Com recursos de inteligência corporativa, impõe um método que vem só a facilitar o cotidiano dos negócios, produzindo lucros que assegurem a boa performance da empresa nesses tempos de pandemia.

A adoção desse modelo de tecnologia cria oportunidades de disrupção e. de certa forma, prepara seu negócio para a vida após a pandemia, quando se espera que as finanças retomam seu curso natural das coisas. Mas de qual forma ser hiperautomatizado pode ajudar? 

Estão relacionados a atividades transacionais, como ordem de pagamentos, gestão de estoque, monitoração de servidores e aplicações, folha de pagamento, mudança de dados cadastrais, entre outras atividades transacionais que que necessitem de captura, análise e decisão com base em dados.

Fernando Motta observou as utilidades da hiperautomação. Segundo ele, empresas mais dependentes do trabalho manual correm mais riscos comerciais, uma vez que estão sujeitas ao fator humano para manter a produção ativa. 

Desta vez, a quarentena paralisou automaticamente processos de muitos negócios que ainda não tinham bons níveis de automatização.

“E essa lição que tivemos de uma crise repentina é a prova de que não temos o controle de outros impactos que podem ocorrer, ficando claro que as empresas devem avaliar essa tendência para transformar exponencialmente a estratégia de inovação dos seus negócios”, disse Motta, em recente artigo.

Como tecnologia centrada na pessoa (People-Centric) , ela integra outras cadeias produtivas que inclui parceiros, empregados e consumidores, entre outros. Assim, sua operacionalidade envolve também uma boa conexão com quem a comanda com aquilo de melhor que a tecnologia pode oferecer. 

A perfeita combinação de inteligência artificial e machine learning para ajudar nos negócios dita o ritmo da hiper automatização. Porém, seu complexo sistema de funcionamento  traz a capacidade de reunir essas e mais tecnologias associando a cognição ao processamento de informações para, enfim, automatizar os processos do trabalho.