Tendências que apontam para melhorar suas vendas

Por Roberto Marcio

No artigo “Experiência do cliente é material valioso para o marketing digital”, explicitamos muito bem que ter as ferramentas adequadas e um bom grupo de colaboradores é possível extrair as melhores medidas para se aproximar do gosto do cliente. É fundamental entender todo o mecanismo, as variáveis e o que esse “Novo Normal” influencia na compra. Unindo a tecnologia e a psicologia, será possível se destacar nesses tempos novos em que as transações cada vez mais são realizadas a todo o momento pela internet.  

Confira cinco tendências usadas para alavancar as vendas online neste novo cenário, de acordo com  Eduardo Peixoto, CEO do CESAR:


AI para conhecer o consumidor – Conhecer o perfil do consumidor é o primeiro passo para o sucesso online. Os dados disponíveis sobre como as pessoas navegam no site já podem trazer alguns insights, o que só se tornou possível através do aperfeiçoamento dos robôs. Os algoritmos são capazes de analisar como ocorrem as navegações dentro da página para entender como os usuários se comportam e que caminhos buscam fazendo a comparação deste momento de crise em relação aos períodos anteriores sem a crise. “Cerca de 5 mil variáveis, que vão da forma de manusear o mouse à velocidade da digitação, são analisadas para que se encontre padrões de comportamentos”, diz o diretor da Neurotech, Rodrigo Cunha.


Shoppings virtuais – Os marketplaces entraram nas preferências dos brasileiros. De acordo com pesquisa da PwC e UPS, realizada em 2020, no Brasil, 95% dos consumidores que realizam suas compras dentro do ambiente virtual fazem isso por meio de um marketplace e 44% deles afirmaram que farão mais aquisições nessas plataformas dentro de um ano. “Nestes últimos meses marcados pelo isolamento social, houve o aumento da procura de fornecedores por ofertar seus produtos em marketplaces por conta do relativo baixo custo e alta efetividade. Construir uma estrutura nova e consolidá-la é algo oneroso, não só a parte de desenvolvimento, operação e logística, como também os investimentos em aquisições de usuários”, explica Marcelo Nicolau, sócio da Play Studio, consultoria de Inovação e venture building.


Robô do crédito – Os primeiros dias do isolamento social para combater a pandemia do Covid-19 praticamente zeraram a concessão de crédito de muitas varejistas. O distanciamento social demonstrou a necessidade de reinvenção do atendimento. Sem poderem ir às lojas para fazer suas compras ou quitar seus carnês, os clientes também ficaram sem ter como solicitar crédito. Para fazer com que a demanda e a oferta pudessem voltar a se encontrar, empresas do setor varejista recorreram à inteligência artificial. A Neurotech plugou o seu sistema de análise de crédito a bots de WhatsApp que coletam informações necessárias, em uma simples conversa pelo aplicativo, para que o consumidor possa obter seu cartão da loja. Os robôs entrevistam o cliente, solicitam os documentos necessários, fazem a captura dos dados e os submete ao sistema de análise. Todo o processo, do pedido inicial à aprovação do valor do crédito, dura poucos minutos.


Influenciadores Digitais – Por meio de diversas campanhas de marketing realizadas nos primeiros meses deste ano, os chamados influenciadores digitais conseguiram comprovar o potencial de convencimento deste tipo de estratégia e passaram a atrair ainda mais a atenção. No Brasil, a startup Inflr desenvolveu a primeira plataforma que conecta anunciantes a influenciadores dentro de um marketplace. Nela, os anunciantes promovem seus produtos e serviços utilizando a influência dos ‘famosos’ junto a seus seguidores nas redes sociais. As marcas podem se comunicarem com até 100% dos seguidores de cada influenciador, fazer campanhas de remarketing e inclusive multisegmentar essa entrega por idade, sexo, geolocalização, comportamento de compra etc.


Marketing de performance – Na disputa de mercado uma nova ferramenta tem ganhado destaque: a mídia programática por performance. São plataformas digitais que lançam mão de Inteligência Artificial para revolucionar o relacionamento com usuários. O desafio das instituições é interpretar milhões de dados coletados todos os dias, transformá-los em produtos e serviços relevantes e oferecer a solução na hora certa. Na mídia programática, a compra de anúncios é realizada via software, em uma espécie de leilão em tempo real, sem contato com os departamentos comerciais dos sites. Os dados gerados permitem anúncios muito segmentados, olhando perfil do usuário e o seu momento na jornada de compra. “É preciso oferecer um leque de opções tão variadas quanto são as preferências de cada um. É isso o que as plataformas digitais proporcionam”, diz Cavalcante.

A pandemia de covid-19 fez o consumidor brasileiro sumir de lojas físicas e shopping centers do país no primeiro semestre. Para compreender isso, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) apresenta o Mapeamento de Fluxo de Visitas em Shopping Centers e Lojas Físicas do primeiro semestre de 2020 com dados da FX Retail Analytics.

Tanto as lojas físicas (de rua e lojas de shopping) quanto os shopping centers tiveram quedas grandes a partir de março na comparação anual por conta da quarentena e fechamento do comércio. Os centros de compra, por exemplo, registraram -90,78% em maio e -75,94% em junho em relação a 2019. As lojas físicas tiveram -85,26% e -48,55% nos mesmos meses. Em contrapartida, a comparação mensal apresenta aumento, o que simboliza uma retomada no fluxo de visitantes no varejo brasileiro a partir da flexibilização da quarentena em diversas regiões. 

Em junho, os shopping centers variaram 126%, e as lojas físicas (de rua e lojas de shopping), 194% no comparativo com maio de 2020. O mapeamento também apresenta recortes regionais e por segmento bem como o desempenho em vendas das lojas e dos shopping centers nos seis primeiros meses deste ano, além de reunir informações específicas do mercado de centros de compras, como faturamento, quantidade de unidades e lojas, geração de empregos, entre outras.


Não é novidade dizer que a pandemia de covid-19 impactou o varejo brasileiro no primeiro semestre de 2020. Porém, saber os principais indicadores e extrair insights são os desafios do setor. 

%d blogueiros gostam disto: