A guerra das mídias: como sua empresa pode faturar em meio a disputa pela preferência do público

Por Roberto Marcio

A revolução digital está mudando o mundo a cada dia. Ela se acentua na pandemia do coronavírus a medida que as empresas veem no mundo virtual a solidificação de uma mudança que chega com força também na mídia, o que tem provocado uma verdadeira guerra entre diferentes corporações estrangeiras e brasileiras. Sendo assim, os clientes querem liberdade. Assistir o conteúdo que quiserem a hora que desejarem. O horizonte se desenha para uma guerra e põe em dúvida como fica o mercado publicitário nessa história e os preços dos produtos oferecidos ao público, além é claro as produções de inteligência de mercado atrás da fatia importante da economia em franco crescimento no setor. . 

Quando falamos na guerra de mídias, vamos abordar as gigantes que já se enfrentam como Amazon, Apple, Disney, Globo, Google, HBO, Netflix. Desde o ano passado, as empresas têm oferecido um pacote de ofertas aos clientes que tem trazido como consequência imediata a queda nos preços. Ao mesmo tempo, a disputa por audiência acirrou ainda mais a concorrência pela preferência popular, trazendo uma mudança no mercado publicitário. Isto mexe com a inteligência de mercado, já que quem investe no mercado publicitário busca maior exposição da marca para conquistar novos consumidores. Os negócios nunca estiveram tão em alta na história do mercado da TV e streaming no país. 

A Globo, que possui vários canais de comunicação, parece sentir o impacto da chegada com força das gigantes da comunicação. E será um teste decisivo para aquela que domina amplamente a preferência dos brasileiros por conta de seus produtos oferecidos nas últimas décadas. A perda de receita se reflete em alguns negócios que estão sendo desfeitos, segundo os especialistas no assunto. Eles veem uma correlação em recentes anúncios da desistência de transmitir a Fórmula-1, o Campeonato Carioca deste ano e o patrocínio ao Campeonato Brasileiro de futebol até 2024. O conglomerado também só irá transmitir a Copa do Mundo até 2022, no Catar. 

A Globo e as demais gigantes da comunicação são líderes de mercado em suas áreas, todas se envolveram em distribuição de conteúdo pela internet. Na década que passou, a Netflix revolucionou a forma como consumimos filmes e séries, a qualquer momento, sem sair de casa e sem mídias físicas. Agora, ela precisa sobreviver à guerra do streaming. Mercado de TV por assinatura já está ultra competitivo. 

A Sky está anunciando pacotes de R$ 14,99 para concorrer com o Netflix. Vem aí o Disney+,  A Apple lançou o seu Apple TV+ também há um ano e em franco crescimento. Amazon tem o Amazon Prime. O Google já tá bem posicionado com o Youtube cresce a cada dia, assim como o Grupo Disney, que adquiriu a Fox e pretende unir à ESPN, que é de sua propriedade e tem um ótimo alcance no Brasil.  Facebook e Instagram estão antenados nessa oportunidade TV digital, como as operadoras de telefonia como a Vivo, Claro e TIM.

Tudo isso é, na prática, uma grande guerra pelo conteúdo, anunciantes e a audiência que mais do que nunca não quer mais aceitar o enlatado da TV analógica. Os novos tempos chegaram. Esse movimento mexe com o mercado de exposição das marcas. A inteligência de mercado entra como uma linha auxiliar das empresas na busca por onde melhor alocar as verbas. Todos de olho nos cliques dos consumidores.

No epicentro disso tudo o comportamento humano, que está se tornando uma mercadoria – quantificada, padronizada, empacotada e comercializada, como os dados do consumidor atualmente. Essa comoditização, combinada com o amadurecimento de disciplinas como computação afetiva, dará às empresas e aos governos a capacidade de influenciar e moldar nosso comportamento. Investimentos no setor cresceram 146% nos últimos anos e nos colocaram em um mundo cada vez mais preciso, com sofisticados instrumentos de persuasão. 

Por isso, o uso também do analytics da inteligência artificial (IA) passou a ser um diferencial na guerra das mídias: Netflix, Youtube e Facebook têm IAs de última geração para atingir o público com o conteúdo mais assertivo possível. Trabalham com dados em tempo real, de acordo com o gosto do cliente e, de certa forma, levam uma vantagem  na garantia de bons resultados. Tudo em tempo real. Isso também repercute no mercado publicitário. No final, essa é uma guerra que faz um bem enorme para a economia, principalmente neste momento em que a pandemia fez com que as pessoas fiquem em casa, curtam os conteúdos diversos e estimulem cada vez mais a economia virtual. Na década que passou, a Netflix revolucionou a forma como consumimos filmes e séries, a qualquer momento, sem sair de casa e sem mídias físicas. Agora, ela precisa sobreviver à guerra do streaming.

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