Cresce a demanda por notícias nos meios digitais durante a pandemia: o que a sua empresa tem a ver com isso

Por Roberto Marcio

Saiu recentemente que nova pesquisa publicada pela Luminate, organização filantrópica global, constatou que durante a pandemia Covid-19, 65% dos leitores de veículos digitais no Brasil aumentaram o consumo de notícias. Isso só confirma a tendência da mudança de comportamento que a pandemia provocou nas pessoas e sua forma de consumir produtos e obter novas experiências a partir dela. Afinal, o que isso tem a ver com a sua empresa? A resposta está justamente na psicologia individual e de massas que podem impactar em seu negócio. Por isso, estar atento a novas tecnologias no marketing digital e tantas outras já existentes é fundamental para ter sucesso nesses tempos de mudanças.

A pesquisa mostra que 92% dos consumidores acessam notícias por meios digitais pelo menos duas vezes por semana, com 83% pelo menos uma vez por dia. A pesquisa também mostra que as plataformas digitais agora respondem por mais da metade (59%) de todo o conteúdo de notícias consumido, destacando o crescente domínio das plataformas digitais como fontes primárias de notícias e informações.

Dentro deste contexto, os dados trazidos pelo levantamento revelam que o público ainda confia naquilo que é publicado pelo que chamamos de “mídia hegemônica”, aquela que domina boa fatia do mercado. Outro detalhe é que a pesquisa foca também nos leitores que aceitam pagar para ter acesso ao conteúdo. 

O levantamento realizado pela Luminate diz que:

• Para 1 em cada 4 consumidores R$ 30 por mês é considerado um pagamento aceitável em compra de notícias digitais

• Em média, o período de assinatura de um serviço de notícias digitais é mantido por pouco mais de dois anos (24,5 meses)

• 26% dos consumidores no Brasil estão dispostos a fazer doações voluntárias a veículos digitais.

Clipping e inteligência de mercado são as ferramentas mais adequadas para monitorar o que sai na mídia

De olho nesse consumidor de notícias, o marketing digital tem muitas opções para tratar os dados. Para uma empresa que tem o interesse em entender o que as pessoas andam lendo, a pergunta é: “qual o instrumento tecnológico que pode me ajudar a impulsionar meus negócios a partir do interesse público em consumir notícias?”

Uma corporação que oferece produtos de beleza e contrata uma famosa influencer para divulgar a sua marca, certamente vai querer ter acesso a quantos cliques houveram na personalidade e quanto isso gerou de exposição do seu negócio na mídia. Assim, o clipping parece ter a solução mais adequada para responder a todos os questionamentos.  

Ou então, imaginando outra situação em que seu negócio está relacionado ao agronegócio e seja publicada uma notícia bombástica em outro país sobre um determinado alimento e que isto causa uma repercussão enorme na mídia. Ao acessar essas notícias, você pode obter um relatório completo sobre o ocorrido e assim rever sua estratégia de vendas. Isso vale, principalmente, nos dias de hoje em que o Covid-19 trouxe prejuízos com a diminuição do comércio e produção. Isso é inteligência de mercado, no contexto da sociedade atual, em que o índice de competitividade aumenta a cada dia por conta de mudanças no comportamento do consumidor, tecnologias de automação e expansão da inclusão digital, é imprescindível que os profissionais se mantenham atualizados a respeito das novas tendências de mercado.

O clipping também é um serviço fundamental quando se fala em avaliação de reputação e resultados em exposição na mídia para uma marca. Ele é o principal indicativo a ser avaliado em um relatório com as ações realizadas pela assessoria de comunicação.

Esse método de mensuração pode ser feito em jornais e revistas, portais e canais online e, também, em rádio e TV. As mensurações podem ser quantitativas, qualitativas e atribuindo valores monetários sobre a exposição da marca. 

A pesquisa da Luminate trouxe informações reveladoras. Junto com o aumento da demanda por notícias, a pesquisa, que entrevistou 2.047 pessoas de 18 a 65 anos na Argentina, Brasil, Colômbia e México, descobriu que os consumidores no Brasil estão dispostos a pagar por conteúdo digital, 16% deles já pagando por pelo menos uma assinatura de notícias ou serviço. 

Embora relativamente modestos, esses números mostram que a disposição de pagar por notícias digitais entre os consumidores no Brasil é maior do que em alguns outros países, incluindo mercados estabelecidos como o Reino Unido (8%) e Alemanha (10%) e não está muito atrás dos EUA (20%). Sendo assim, vale a pena investir em ferramentas e serviços digitais que possam trazer diferencial para a sua empresa.  

Saiba mais:
http://www.i-mpr.com/s/0925/4c.pdf