Governo e iniciativa privada juntos no combate a Fake News

Por Roberto Marcio

O estado brasileiro está engajado na luta contra a propagação da Fake News. Diferentes esferas do país avisaram que as eleições municipais serão monitoradas de perto para evitar que notícias mentirosas se disseminem e estraguem o processo democrático que iremos vivenciar este ano, bem diferente de anos anteriores. Só que não é o aparato público o único mobilizado contra a cruzada: empresas de marketing digital e de monitoramento também estão aptas a auxiliar candidatos na defesa contra artimanhas de criminosos virtuais.

No mês passado, o Governo Federal mostrou ao que veio dentro do processo eleitoral. Disposto a entrar na briga contra as notícias mentirosas, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, concedeu uma entrevista em que anunciou a aquisição de equipamentos modernos que permitem identificar a origem da disseminação das Fake News. Inclusive, Mendonça pediu aos brasileiros que auxiliem a Polícia Federal no combate a proliferação das informações que prejudicam a lisura do processo democrático. As eleições municipais acontecem no dia 15 de novembro. 



Recentemente, para engrossar o time contrário aos crimes eleitorais, o presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, o WhatsApp afirmou que disponibilizará um canal de comunicação para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que é proibido. O TSE, aliás, o Tribunal será a primeira autoridade eleitoral do mundo a ter um chatbot dentro do aplicativo – sistema usado para automatizar conversas. Através da tecnologia, será possível constatar ou não uma denúncia de irregularidade feita por qualquer brasileiro. As leis também endureceram para quem se beneficiar de Fake News. Portanto, o cerco começa a se fechar e tornar o Brasil uma referência no enfrentamento e combate às Fake News é o grande objetivo do Governo.

A eleição mobiliza milhões de brasileiros e, em tempos de crise econômica provocada pelo Covid-19, se criam formas de ganhar dinheiro neste período. As ferramentas e serviços servem para manipular e espalhar a mensagem pelas diferentes redes sociais – muitas das quais são vendidas em várias comunidades online de todo o mundo. Alguns serviços prometem encher pesquisas on-line, enquanto outros forçam os proprietários de sites a publicar histórias. De qualquer forma, as ferramentas e serviços para promoção de mídia social estão prontamente disponíveis, dentro e fora do mercado conhecido como underground.

A iniciativa privada está pronta para alertar e combater as Fake News: monitoramento em tempo real auxilia campanhas

A PF já dispõe de equipamentos modernos para checar e descobrir a origem de notícias falsas. Porém, empresas de marketing digital que possuem monitoramento vão um pouco mais além do Governo e transformam o material produzido na época de campanha em munição para a definição de estratégias. Na realidade, além de descobrir a fonte da notícia, pode também vasculhar pela internet e saber o que o público pensa e fala sobre esse ou aquele candidato. 

No enfrentamento da desinformação, pesquisadores da USP de São Carlos (SP) desenvolvem um sistema que usa reportagens de veículos de comunicação como base para checar se textos divulgados em redes sociais são verdadeiros ou possuem trechos inverídicos. A pesquisa, que está em andamento, utiliza inteligência artificial para cruzar as frases das mensagens com as informações publicadas pelos veículos de comunicação. A lógica é semelhante. Na plataforma já existente, o usuário da rede social que quiser checar um conteúdo pode copiar e colar o texto no site criado pelos pesquisadores ou iniciar uma conversa de WhatsApp com o robô. No entanto, nessa primeira versão, a inteligência artificial vai apontar se toda a informação pode ser verdadeira ou falsa a partir da análise das palavras e classes gramaticais usadas.

A campanha de propaganda sempre vem com a pergunta: por que? Discutimos com frequência as motivações por trás das fake news. Às vezes, é simplesmente um desejo de ganho monetário via publicidade. Em outros casos, os objetivos podem variar desde motivações políticas ou até mesmo criminosas. Independentemente do motivo, o sucesso de qualquer campanha de propaganda será baseado no quanto isso afeta o mundo real. Por isso, o uso das ferramentas certas é possível não apenas bloquear as notícias falsas, mas articular novas ideias sobre a eleição a partir dos dados obtidos na rede através da rastreabilidade. E nisso inclui, também, os candidatos rivais.

Ganhar uma eleição limpa é o melhor que há em uma disputa pelo poder nas cidades. Com as  estratégias digitais de comunicação, você pode obter com a inteligência de dados, backtrack de origem de fatos,junto com pesquisas nas principais plataformas digitais como o Google, Facebook, Twitter, Novo PAC Eleitoral digital e muito mais. Que as melhores propostas consigam fazer com que o público opte pelo melhor para a sua região, através de uma disputa limpa e, por que não, digital? 

Saiba mais:
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/eleicoes/2020/noticia/2020/09/25/tre-mg-tera-forca-tarefa-para-combater-fake-news-nas-eleicoes.ghtml
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2018/01/22/interna_politica,654720/tse-monta-estrategia-para-combater-fabricantes-de-fake-news.shtml
https://veja.abril.com.br/revista-veja/a-ameaca-das-fake-news/