Indústria 5.0. Finalmente o homem e a tecnologia se reconciliam, impactando significativamente as empresas

Por Roberto Marcio

O vento das mudanças traz, a todo instante, novidades para a vida cotidiana. Desde a primeira revolução industrial, no final do século 18, a introdução de novas tecnologias de produção impulsionou o planeta impactando em cada habitante, sem necessariamente o beneficiar diretamente. Agora, com a chegada da Sociedade 5.0, existe a promessa de mudar a cara da relação da produção e entre homem e máquina, com a introdução de uma mentalidade em que um complementa o outro e, juntos, trazem resultados importantes para as empresas e a sociedade como um todo.

Enquanto que na quarta revolução industrial o foco segue na produção, os bons ventos trazem a novidade que começou em 2016 no Japão, onde o conceito de Sociedade 5.0 foi criado para colocar o homem novamente no meio de um novo tempo, podendo perfeitamente conviver com os recursos tecnológicos. Não se trata mais de um discurso em que um recurso tecnológico poderá desempregar um indivíduo, mas os japoneses querem um atuando junto ao outro, contribuindo para uma melhoria no ecossistema como um todo, harmonizando as relações. Para eles, a máquina predominou durante séculos como o epicentro do desenvolvimento humano, evitando desperdícios e  aumentando os lucros. Só que o mundo está mudando.




Será o fim da Quarta Revolução? Claro que não. Ela é útil e necessária hoje no incremento da produção. Só que a Indústria 5.0, apoiada no conceito japonês, chegou para ajudar no trabalho sóbrio, explorando a conexão entre o homem e a tecnologia. Eles trabalham juntos, com a obstinação que promete revolucionar a relação do trabalho e até mesmo na melhoria do meio ambiente. Fatores como aquecimento global, queimadas, desmatamentos, poluição de rios e mares, entre outros, serão sempre considerados na estratégia de crescimento de muitas empresas. 

Se na Indústria 4.0 a ideia de integrar dados da operação fabril com sistemas de TI é tratada como um aspecto fundamental para a sobrevivência de companhias, com benefícios significativos a serem aproveitados em diferentes setores, em longo prazo, a transformação desses processos deve otimizar linhas de produção completas, trazendo maior presença da chamada IIOT (Industrial Internet of Things) e possibilitando atingir a maturidade em conceitos discutidos na Sociedade 5.0, já popular no Japão.

Na realidade, essa redistribuição da criatividade humana é necessária devido à evolução do mercado e às exigências dos clientes. Cada vez mais o consumidor exige um alto grau de personalização dos produtos comprados. As máquinas inteligentes estarão cada vez mais presentes, desempenhando tarefas de forma eficiente e ágil, remodelando o mercado de trabalho como conhecemos. Enquanto as vagas que são puramente operacionais e repetitivas são substituídas por softwares e inteligência artificial, por outro lado haverá uma demanda crescente em profissionais de tecnologia da informação e áreas semelhantes.

A Indústria 5.0 trará de volta o toque humano à manufatura. Enquanto a Indústria 4.0 coloca o uso da tecnologia inteligente em evidência na manufatura, a Indústria 5.0 irá focar no aumento da colaboração entre humanos e sistemas inteligentes. Essa união irá juntar a eficiência e alta velocidade da automação com as habilidades humanas de pensamento cognitivo e senso crítico.

Saiba mais: https://www.stylourbano.com.br/industria-5-0-a-proxima-revolucao-industrial-visa-trazer-de-volta-o-toque-humano/, https://saudebusiness.com/voce-informa/industria-5-0-a-reconciliacao-entre-o-homem-e-a-maquina/, https://sigga.com.br/blog/industria-5-0/