Empresas de olho na mudança de comportamento do consumidor com a introdução do PIX nos pagamentos de contas

Por Roberto Marcio

A revolução que o novo formato de pagamentos instantâneos provocará no consumidor está na mira dos gestores de marketing digital. A introdução do PIX, na avaliação de economistas e até aqueles que estudam o comportamento humano, vai mudar a forma como transacionamos e fala-se até no fim do dinheiro em espécie. Mas, na realidade, esse discurso revolucionário esconde ganhos práticos: o PIX não é o fim do cartão de crédito, de débito, ou dos boletos. Cheques, afinal, ainda existem. Novos produtos e plataformas não devem ser vistas como substitutos, e sim como mais opções para o consumidor e para o comércio. Em novembro, veremos como isto se dará na prática.  

Esse tipo de transferência automática com taxas baixas pode ser de grande impacto para pequenos comércios, que trabalham com um alto volume de transações e ticket médio baixo. Além de receber instantaneamente o pagamento, há um desconto menor sobre as transações. Tudo isso trará uma repercussão para os consumidores de diferentes faixas etárias e recursos financeiros, já que as facilidades proporcionadas pela tecnologia aplicada à monetização deverão se tornar uma realidade para boa parte da população. Hoje, com os smartphones, qualquer pessoa pode pagar desde simples contas até realizar operações mais complexas, eliminando a perda de tempo em intermináveis filas de banco.




Qual impacto do PIX para os negócios com a sua implementação? Quem mais pode ganhar com isso? Para responder a essa pergunta, basta olharmos um dos segmentos que mais cresceu na pandemia do coronavírus, o e-commerce, em que pessoas sem acesso, por exemplo, a cartões de crédito, e com limitações de acesso que dificultam o uso de boletos para pagamentos à vista, passaram a poder fazer transferências diretas, reconhecidas automaticamente. Compras com sensibilidade a tempo, como passagens aéreas, por exemplo, passaram a ser viáveis sem depender de outros meios de pagamento que possam ser restritivos.

Com o PIX, será o fim do dinheiro em espécie? Há quem diga que sim  

Os clientes estão deixando de usar o dinheiro à medida que a afinidade e segurança nos pagamentos digitais cresce. Novos players do segmento estão rapidamente se tornando mais populares. Cerca de 30% dos consumidores já usam uma BigTech (empresas como Google, Apple, Amazon etc) para serviços de pagamento.Além disso, em abril de 2020, mais de 38% dos consumidores disseram ter descoberto um novo provedor de pagamento durante o lockdown. 

A situação não passa despercebida pelas agências de marketing pelo mundo todo. O uso ou não do dinheiro em espécie e as mudanças que provocam no comportamento de indivíduos ou na sociedade em geral traz elementos importantes para serem estudados, pois servem de orientação para uma melhor interação com  nossos clientes e consumidores.

O PIX permite que as transações sejam efetivadas em até dez segundos, sem restrição de datas e horários, reduzindo significativamente os custos das operações e abrindo um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores. Por meio da tecnologia, pagadores e recebedores irão movimentar o seu dinheiro de forma online e imediata, sejam entre empresas ou pessoas físicas. O PIX precisa estar considerado no planejamento estratégico da sua empresa. 

Saiba mais: https://www.infomoney.com.br/economia/pix-e-o-primeiro-passo-do-bc-no-caminho-da-substituicao-da-moeda-em-especie-pelo-real-digital-dizem-especialistas/, https://noticias.r7.com/prisma/o-que-e-que-eu-faco-sophia/o-que-e-o-pix-e-para-que-serve-veja-40-perguntas-e-respostas-07102020 

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