2020: o ano de mudanças para o varejo

Por Roberto Marcio

Em 2020, um dos setores que mostraram mais resiliência para driblar o clima de incertezas e o isolamento social foi o varejo. Afetado pela pandemia do coronavírus, o setor experimentou uma mudança como nunca antes testemunhado.Com a mesma rapidez que o isolamento social transformou a economia, o varejo também soube se reinventar e o processo de digitalização apressou sua modernização. O marketing digital, através de suas soluções virtuais, ajudou a amenizar em muito o impacto negativo provocado pelo isolamento social, contribuindo para esta transformação e modernização. 

A verdade é uma só: A digitalização é um caminho sem volta. O cenário mudou e o crescimento na adoção de tecnologia está apenas começando. Quem já havia se transformado digitalmente saiu na frente em função da demanda das compras on-line. As empresas que planejavam investir na transformação digital acabaram acelerando o processo para se manterem competitivas. O comércio on-line tornou-se uma alternativa essencial para a manutenção de vendas e deve evoluir ao longo de 2021. Por isso, a expectativa para o próximo ano é a de que mais empresas invistam no mundo virtual para assegurar sua sobrevivência em um momento difícil da economia. 

O processo de desenvolvimento dos negócios online se acelerou em 2020. A migração do comércio físico para o online, fruto da necessidade de isolamento social, foi significativa este ano. Para ser mais objetivo, de acordo com a pesquisa de Economia Digital realizada pela Adobe, podemos dizer que a pandemia acelerou a adoção das compras digitais em cerca de quatro a seis anos. Embora a oferta de experiências online seja um dos focos do varejo há mais de uma década no Brasil e na América Latina, a pandemia impulsionou iniciativas de transformação digital em todas as empresas e desafiou os varejistas em todos os lugares do mundo – e não apenas na região – a realizar mudanças operacionais necessárias para apoiar a mudança no comportamento de compra do consumidor.

Com isso, para as grandes redes varejistas, 2021 poderá ser o ano definitivo da recuperação do setor. Aliás, não apenas isso como também a geração de lucros exorbitantes que certamente vai transformar a vida de quem vende quanto a de quem compra. Aos poucos, seja por preconceito ou falta de experiência em fazer negócios, a resistência quanto a fazer compras pela internet começa a ser quebrada. Portanto, os varejistas preveem um crescimento fora do comum para os próximos anos.

O marketing digital contribui para a expansão do varejo

Vamos entender como os negócios em rede avançaram de março para cá, quando as cidades brasileiras resolveram entrar em lockdown para evitar a disseminação maior da Covid-19. Durante a pandemia, segmentos que já eram comuns no e-commerce, como eletrônicos e brinquedos, se consolidaram e outros setores foram acelerados, como alimentos e bebidas, saúde, pet shop, beleza e perfumaria. A transformação fez com que o faturamento de R$ 27,3 bilhões no e-commerce nacional tivesse um salto de 71% em comparação ao mesmo período de 2019, segundo dados da Compre&Confie. 

Embora as oportunidades sejam vastas, também existem muitos desafios com essa rápida migração do comércio offline para o online. Com mais consumidores agora podendo fazer suas compras com um clique, garantir a fidelidade deles se tornou ainda mais difícil. Esse movimento, contudo, foi acompanhado pelas agências de marketing que viram ali uma oportunidade de elaborar estratégias de vendas para justamente conquistar o público diante de um quadro de mudanças no comportamento de quem compra e vende. 

Para ter sucesso no mercado incerto de hoje, os varejistas procuraram investir muito em TI para que possam responder à demanda em constante mudança, oferecer suporte aos requisitos de atendimento rápido, aumentar a produtividade e fornecer experiências superiores ao cliente, tanto no online quanto no offline – tudo a um custo competitivo. O setor de varejo não pode se acomodar e deve continuar a longo prazo investindo em tecnologias, apostando em uma estratégia multicanal e na transformação digital – incluindo a parte de impressão, que está intimamente ligada às propostas de valor ao consumidor, inserindo modelos de operação mais inovadoras e sustentáveis. É importante não desperdiçar os aprendizados de uma crise – agora é a hora de as organizações de varejo pensarem e romperem para se manterem relevantes e lucrativas por muito mais tempo.

Principalmente quando falamos dos e-commerces, a concorrência é imensa. Sendo assim, uma das formas de conseguir se destacar é usufruir de ferramentas que te ajudam a mapear e entender a jornada do consumidor. Se uma empresa conhece quem é seu consumidor, o que ele procura, quais são as necessidades, a chance dela conseguir oferecer um produto de forma assertiva é muito maior. E quanto mais assertiva, maior a chance de converter em venda e aumentar a satisfação dele com a sua empresa. Apostar no uso de tecnologias como inteligência artificial, análise preditiva, algoritmos pode ser uma saída para aumentar as vendas e fidelizar os clientes, afinal uma coisa está ligada a outra.

O que esperar para 2021?  A combinação correta de habilidades técnicas e ferramentas, especialmente em áreas como cadeia de suprimentos e varejo, que estão mudando rapidamente para atender às demandas em constante mudança ꟷ ajudará a criar IA de ponta a ponta e recursos analíticos para ajudar as organizações a capitalizar esse potencial. Assim, com os demais recursos tecnológicos, será possível não apenas aproximar seu produto do consumidor como também prever os movimentos da economia para melhor conseguir resultados. Há quem diga até que o próximo ano será do varejo. De qualquer forma, se isto vai ou não se concretizar, o tempo dirá. De certo é que, com um bom planejamento será possível vislumbrar um futuro muito positivo para o setor. 

Saiba mais: https://meunegocio.uol.com.br/blog/como-migrar-do-varejo-fisico-para-o-varejo-digital/#rmcl https://inventti.com.br/varejo-digital/ 

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