Com a chegada do Natal e ainda em meio à pandemia, como conquistar o consumidor?

Por Roberto Marcio

Que a pandemia da Covid-19 tem alterado o comportamento do consumidor, isso parece cada vez mais factível. Pressionado a manter cuidados sanitários, ele tem utilizado a internet para realizar as suas compras normais e a previsão para o Natal parece ser a melhor possível baseada nos números obtidos pela Black Friday. Ou seja, este fim do ano será marcado pela maior migração de compras do físico para o virtual, por isso é bom compreender a jornada que cliente fará até a aquisição de um produto, o que nos leva a dar uma atenção especial a Inteligência Artificial e as ferramentas para as empresas enfrentarem a feroz concorrência.

A concorrência no setor varejista é cada vez maior, ainda mais com o crescimento exponencial dos e-commerces. Um estudo feito pela Ebit|Nielsen, em parceria com a Elo, indica que só no primeiro semestre de 2020, houve um crescimento de 47% no comércio eletrônico. Essa alta foi impulsionada também pelo aumento dos pedidos registrados durante os meses mais críticos da pandemia. E, com isso, uma das perguntas que ficam é: como se destacar nesse mercado? Parece óbvio, mas é preciso conhecer e entender a jornada de compra dos consumidores.




Usando e abusando da análise de dados. Ela é uma ferramenta muito poderosa e que pode ser determinante para o sucesso ou fracasso de um negócio. Essa é a razão principal para compreender como se dá a jornada do consumidor e preparar uma boa estratégia de venda. O Natal pode significar um enorme alento para aqueles empresários que, antes da pandemia, não se prepararam adequadamente para enfrentar a agressividade do vírus da Covid-19 e seus estragos impostos a milhares de vidas e a economia em geral. 

Com tantos recursos do marketing digital à disposição, será possível mapear todo o comportamento e necessidade dos clientes. Assim, será factível ofertar exatamente o que ele procura, no momento que ele está propenso a concluir a compra. Só aí tem-se dois benefícios: fidelização de clientes pelas ofertas personalizadas e alinhadas às demandas e aumento de vendas. Se o varejista oferece o produto que o cliente quer, no momento certo, a chance de conclusão de compra é infinitamente maior, bem como a satisfação dele com a marca.

Como os recursos tecnológicos do marketing digital podem ajudar a vender mais neste Natal 

A verdade é a seguinte: conhecendo a jornada de compra do consumidor, os investimentos são mais certeiros e assertivos, evitando gastos ineficientes e otimizando os custos. A receita parece simples e, até certo ponto, o é. Porém, é importante tratar do tema com os recursos digitais disponíveis. Uma delas, inclusive, é um grande fator que deve impulsionar ainda mais o uso de IA é a mudança do comportamento do consumidor. Isso porque, com o isolamento social, as compras online dispararam, o que é um campo fértil para a ferramenta que capta dados e personaliza ofertas de acordo com as preferências de cada cliente. Motivos para investir na IA e outros recursos sobram, já que a experiência da Black Friday deste ano reforça o otimismo do varejo.

A importante data confirmou a expectativa de especialistas por uma ampla digitalização por conta da pandemia. Segundo dados da Linx, empresa líder em tecnologia para o varejo, com mais de 45% de market share do setor, a semana inteira, popularmente conhecida como “Black Week”, foi o destaque da edição deste ano, registrando crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando a estratégia dos varejistas em estenderem as promoções para impulsionar a recuperação de vendas. O mês completo, ou “Black November”, aumentou seu faturamento em 70% na comparação com 2019. Já as vendas digitais nas 24 horas da Black Friday saltaram 32% em relação ao ano passado.

Tendência de consumo virtual parece que veio para ficar

O mundo dos negócios confirmou uma tendência que veio com a pandemia: a entrada de consumidores no mercado digital. Desde o início da crise sanitária o e-commerce vem registrando altas de vendas. Segundo a Ebit|Nielsen, na Black Friday desse ano o montante de vendas foi de R﹩ 6 bilhões, 30,1% a mais que as vendas de 2019. Mas um dos fatores de maior otimismo está relacionado a uma mudança de hábito que veio para ficar: os brasileiros estão confiando cada vez mais no mercado digital, e mesmo com a volta do físico esses números devem continuar em alta e o e-commerce virou hábito.

Sendo assim, as oportunidades de preços e a praticidade de entrega são levadas em conta na hora de fazer uma compra virtual. Para fugir do contágio pelo coronavírus, muitas pessoas optam pela segurança e a comodidade de realizar sua aquisição via internet, algo que não passa despercebido pelas empresas – em especial o ramo do varejo -, que esperam faturar alto com o Natal. Portanto, é a hora de preparar estratégias assertivas para garantir um Papai Noel farto, ainda que ele seja virtual. 

Saiba mais: https://blog.pagseguro.uol.com.br/compras-de-natal-entenda-seu-cliente-confira-tendencias-e-venda-mais-nesse-final-de-ano/#rmcl https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/26228/marcas-apresentam-suas-armas-para-conquistar-o-consumidor-no-natal.html 

%d blogueiros gostam disto: