2020: o ano em que o consumidor online virou protagonista

Por Roberto Marcio

A pandemia do coronavírus empurrou o consumidor para o mundo online. Se por um lado a crise sanitária e médica provocou contração econômica pelo mundo afora, o mesmo não se pode dizer de alguns setores da economia vinculados ao mundo online, já que grandes varejistas, por exemplo, viram seus lucros aumentarem com a migração do físico para o virtual. As empresas apostaram nas ferramentas do marketing digital para impulsionarem os seus negócios e tudo isso por causa de você, consumidor, que se transformou no protagonista em 2020. E a julgar pela tendência do mercado, a expectativa será de crescimento ainda maior para 2021, mesmo com a vacinação em massa prevista para este ano. 

Muitas empresas e atividades deixarão de existir nos próximos anos. Novas habilidades vão se impor sobre as habilidades tradicionais e grande parte do uso da inteligência tradicional será transferida para máquinas e softwares, uma realidade cada vez mais presente na produção de dados em tempo real. É o momento de compreender com profundidade qual a melhor experiência que o cliente quer, sobretudo na segurança e logística que são impostos para que a compra online seja uma solução assertiva, não uma dor de cabeça. 



O cliente no centro dos negócios. É nesta aposta que muitas empresas investem pesado para conquistar o público conectado à rede. Por conta disso, comprar pela internet tem sido um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros e que se intensificou em 2020 com a pandemia e o isolamento social. A conclusão vem da pesquisa inédita Brasil Digital, desenvolvida pela OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online. O levantamento revela que 71% dos consumidores se sentem confortáveis para realizar compras no comércio eletrônico. A pesquisa busca traçar as práticas de segurança do brasileiro e suas preferências entre formas de pagamento no comércio eletrônico.Crédito:cifotart

E-commerce ganha projeção com negócios circulando a toda pela rede 

Os negócios pela rede avançam a passos largos e os números comprovam isso. Dados da pesquisa da Ebit|Nielsen, mostram que o e-commerce cresceu 47% no ano de 2020, esse aumento tem relação direta ao fechamento das lojas físicas no começo de março por causa da pandemia, o que causou necessidade e o aumento na confiança sobre os pagamentos online por parte dos clientes. No entanto, é preciso ficar atento para que a conversão da venda física para a venda online seja feita de forma organizada e com preços competitivos, além de ter praticidade, outro fator que conta na hora de fechar o negócio.

Outra pesquisa realizada pela EbitNielsen, no quarto trimestre deste ano com consumidores que compraram online mostrou que 95% deles pretendem continuar com esse hábito em 2021. No próximo ano, a expectativa é que as vendas do e-commerce devam crescer 26%, o que levaria o setor a um faturamento de R$ 110 bilhões. 

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), entre abril e setembro de 2020, 11,5 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra pela internet. A associação registrou ainda a criação de mais de 150 mil novas lojas online no período. Estudo da Neotrust Compre&Confie, em parceria com a ABComm, indicou que o número de transações no comércio eletrônico, entre janeiro e agosto de 2020, cresceu 80%. O faturamento foi 75,5% maior em relação ao mesmo período de 2019.

O investimento em soluções para o comércio eletrônico é a resposta do mercado para a tendência que veio para ficar: as compras via e-commerce. As transações estão bombando na rede e as ferramentas de tecnologia são o braço direito para quem quer faturar alto no mundo digital. 

Saiba mais: https://www.socialbrain.com.br/comportamento-do-consumidor-2020 https://home.kpmg/br/pt/home/insights/2020/12/pandemia-mudou-consumidor.html 

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