Do pequeno ao gigante, a tecnologia já faz parte do agronegócio brasileiro

Por Roberto Marcio

Pilar da economia nacional, o agronegócio viu sua expansão contínua nos últimos anos independente do humor interno e externo. Responsável por boa parte do Produto Interno Brasileiro (PIB), o setor garantiu um crescimento em partes não apenas pelo solo bem tratado, mas pela tecnologia que revolucionou o trabalho no campo, trazendo praticidade, eficiência e além é claro, de bons lucros. A adoção de modernas técnicas vão além da mecânica de produção, auxiliando no tratamento e estratégias de vendas. A tendência deve se acentuar para o ano que vem, graças à incrível demanda brasileira e internacional por commodities agrícolas. 

Enquanto diversas categorias da economia brasileira não esperavam a hora do ano acabar, o agronegócio saiu sem sequelas da maior crise sanitária mundial da nossa época. Para se ter uma ideia, a balança comercial do setor registrou superávit recorde no acumulado de janeiro a outubro, com saldo de US$ 75,5 bilhões. A receita com exportação foi de US$ 85,8 bilhões, alta de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As informações foram divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. E a tecnologia tem muito a haver com a aceleração do setor produtivo.




É fato indiscutível que o Brasil de 2020 viveu uma verdadeira revolução e impulsionou a chamada transformação digital. Com a pandemia, os produtores se viram forçados a reduzir a mão de obra para conter o avanço da doença, mas ao mesmo tempo, precisaram encontrar uma maneira de continuar com a produtividade em ritmo crescente. A adoção de estratégias digitais transformaram a mecanização da agricultura brasileira num ritmo nunca antes visto. Desde o planejamento do plantio à colheita, passando pelas diferentes etapas de produção até o atendimento aos clientes, a tecnologia esteve presente. Como resultado, temos os números do parágrafo acima, quantificados pela CNA mostrando que o agronegócio não para de crescer, resistindo muito bem às turbulências causadas pela pandemia. 

Um setor econômico que possui um ecossistema transformado pela tecnologia

Tendo em vista o desejo que os bons resultados obtidos em 2020 se repitam em 2021, empresas cada vez mais aceleram o oferecimento de soluções de ponta, buscando que o futuro seja promissor. Através de modelos de negócios e inclusão de novas tecnologias, elas só têm a ganhar. Podemos exemplificar a inserção da tecnologia 5G no campo e seus benefícios para o agronegócio, o que já é amplamente aceito. Com ela, todo o processo tende a ser simplificado do plantio ao escoamento da produção. 

As tecnologias têm ajudado os agricultores e pecuaristas a mitigar falhas e descuidos, uma vez que permitem que eles controlem o processo produtivo à distância e em tempo real e tomem decisões mais assertivas, principalmente em momentos de crise. Além disso, o produtor precisa entender as dores de cada cliente, para que possam desenvolver soluções personalizadas. Todavia, é necessário, de fato, que haja uma maior expansão da internet para o campo. Segundo informações divulgadas no Summit Agronegócio Brasil 2019, maior e mais importante evento do setor, cerca de 50 milhões de hectares na área rural ainda não têm acesso à internet, o que dificulta a coleta, a transmissão e o processamento de dados, além do desenvolvimento de soluções.

Portanto, a tecnologia está intimamente ligada aos ciclos produtivos do agronegócio, sustentabilidade ambiental, mudanças climáticas e segurança alimentar, que são demandas atuais que desafiam as autoridades mundiais. Com a ajuda das máquinas, essa linha de estudo irá focar em modelos de causa e efeito para cadeias de produção de agricultura, em especial a de pequenos produtores. O objetivo será utilizar modelos de correlação avançados para a tomada de decisão baseada na causa e efeito, abordando diversas fontes de preocupações, como desperdício de água e alimento. Ou seja, agro não é apenas pop, é tecno também!!

Saiba mais: https://forbes.com.br/forbes-insider/2020/04/o-papel-da-tecnologia-na-reinvencao-do-agronegocio-pos-coronavirus/ https://andreaiorio.com/pt/5-tendencias-de-transformacao-digital-no-agronegocio-brasileiro-contadas-por-seus-protagonistas/ 

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