A psicologia do consumidor: como conquistar clientes nestes novos tempos?

Por Roberto Marcio

O maior nome da psicanálise de todos os tempos, Sigmund Freud, morreu no dia 23 de setembro de 1939. O seu legado para a área do comportamento humano é inestimável e descreveu como poucos as principais ações das pessoas individualmente e em sociedade. Se Freud estivesse vivo, o que ele provavelmente diria a um CEO de uma grande empresa sobre como ganhar mais consumidores? Num exercício de imaginação minha, é quase certo que diria para montar um trabalho para ser direto no emocional do cliente. E o tema do artigo de hoje será justamente este: ganhar corações e mentes como foco na conquista de lucros.

É claro que a teoria da psicanálise começou a ser escrita em meados dos primeiros anos do século passado. Desde então, muitas coisas mudaram, assim como a sociedade em geral, que tem infinitos recursos para ter acesso ao que há de melhor no mercado. Porém, o que não mudou foi o desejo, aquilo que, de acordo com a psicanálise, move o comportamento humano para o fim determinado. Portanto, explorar esse nicho emocional dos indivíduos é o ponto central para quem quer vender mais hoje e sempre, sendo que o desafio é justamente alcançar este objetivo, com uma estratégia e ferramentas que auxiliem na busca por este fim.

É  fato que o mundo está cada vez mais conectado e dinâmico, não sendo nenhuma surpresa ou novidade para ninguém. Com tecnologias e tendências inovadoras, surgindo a todo instante, a nova era da digitalização traz consigo uma pulverização muito rápida de ferramentas e informações, nos permitindo a realização de intercâmbios culturais, sociais e econômicos em uma fração de segundos, como se estivéssemos sempre um passo à frente. Enquanto para uns isto é sinônimo de “desespero”, outros podem encontrar nestas mudanças coletivas de comportamento a oportunidade de inovar, conquistar e fidelizar novos e velhos clientes.

Em vez de longas conversas, novas tecnologias, como a IA, para ganhar o desejo do outro

Segundo um levantamento recente da WSGN, consultoria líder mundial em previsões de tendências, o perfil do público consumidor de 2021 e dos próximos anos – impulsionado pela pandemia de Covid-19 e pela transformação digital – tem retratado muito bem isso. Por conta desse novo normal, as práticas de campanhas de marketing digital sofreram mudanças, trazendo para a realidade novas técnicas para ganhar a confiança do cliente e vender mais, justamente em tempos em que o dinheiro está mais curto. Entender a psicologia do cliente, se torna fundamental para adotar boas estratégias.

De acordo com o estudo, os consumidores agora estão divididos em três grandes grupos: Compressionalistas (exaustos e em constante pressão), Guardiões da Empatia (desenvolvedores de novas comunidades e do rompimento de bolhas) e os Criadores de Mercados (empreendedores ativos e que criam suas próprias oportunidades). Em comum entre eles o que há: o desejo de comprar aquilo que sonham.

Com um público cada vez mais sobrecarregado mentalmente e bombardeado de informações, o uso de Inteligência Artificial para a otimização de processos é a grande pedida. A aplicação de tecnologias que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo, em tempo real e de forma automatizada, transforma a vida nos negócios. Além disso, a tecnologia pode ser usada para resolver a dor de pequenos empresários que têm dificuldade no processo de digitalização dos seus negócios e atender as novas gerações que já nasceram com o DNA inovador. 

Além disso, a personalização de projetos e comunicação que busca uma conexão verdadeira entre cliente e marca são fundamentais para os consumidores guardiões da empatia. Trabalhando três camadas diferentes do negócio ao mesmo tempo, consultoria, que olha diretamente para o negócio do cliente; a experiência, que tem atenção voltada para o consumidor; e a performance, que tem como objetivo aumentar a receita das marcas, a empresa consegue estruturar projetos únicos e assertivos. Por isso, se Freud estivesse vivo hoje, você acha que ele não iria concordar com as ponderações acima? Creio que sim. O cliente é o centro da discussão e é para ele que trabalhamos visando alcançar os resultados desejados.

Saiba mais: https://blog.cognitivo.com/psicologia-do-consumidor-entenda-como-funciona-na-pratica/

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