Saúde mental e tecnologia: equilíbrio nunca foi tão importante para impulsionar o sucesso em 2021

Por Roberto Marcio

Ano novo, vida nova. Esse é o lema mais ouvido na virada de dezembro para janeiro, que simbolicamente representa um período de mudanças positivas na vida. Contudo, como vivemos ainda sob a batuta do coronavírus, sobreviver a ele não é apenas a luta que um indivíduo encara, mas conquistar um equilíbrio emocional em meio ao estresse provocado pelas restrições impostas pela pandemia e, mais do que isso, ainda ter que estar pronto para trabalhar pelo crescimento do seu negócio, tornam-se desafios diários a serem alcançados. Assim, para quem trabalha com tecnologia, é importante criar mecanismos para conquistar o bem estar e ajudar a vencer desafios em melhores condições. 

Nove em cada dez brasileiros ativos no mercado de trabalho apresentam sintomas de ansiedade e os transtornos mentais e emocionais são a segunda causa de afastamento do serviço, segundo estudos realizados pela International Stress Management Association no Brasil. Apesar disso, apenas 18% das empresas investem em programas de saúde mental, de acordo com a consultoria Mercer. Em home office ou não, sair da crise emocional passa a ser um tema central de estudos por parte de especialistas no estudo do comportamento humano.




Hoje, o mercado dispõe de tecnologia de navegação por satélite que mostra como evitar obstáculos, acidentes e o melhor caminho de forma mais ágil e precisa. Na saúde mental não deve ser diferente: somente com base em um diagnóstico bem conduzido é possível determinar o caminho mais eficiente para conduzir as questões psicológicas. No entanto, driblar os problemas e manter-se forte diante da pandemia passaram a ser desafios individuais que as empresas observam, já que o momento atual requer equilíbrio emocional para lidar com as situações.. 

Hiperconectividade: é preciso lidar com o excesso de informações neste período

A tecnologia está à disposição para facilitar a vida cotidiana. Os recursos inovadores são uma mão na roda para empresários, transformando os negócios e os tornando cada vez mais online nos tempos atuais. Por outro lado, a questão emocional está dissociada destes avanços, a despeito das descobertas e pesquisas que a ciência do comportamento desbrava, a velocidade de um é bem maior do que o outro. A pandemia acelerou a migração do físico para o virtual e obrigou muitas pessoas a entrarem de cabeça na era da transformação digital. 

Como um exemplo disso, o atendimento psicológico dedicado aos idosos teve de se adaptar durante o período de quarentena. Entidades públicas e instituições privadas passaram a utilizar o atendimento online como forma de evitar o contato pessoal e manter a atenção a um dos grupos mais atingidos pela Covid-19, cujo isolamento foi tratado como prioritário pelos especialistas de saúde. Por isso, os atendimentos por vídeo chamada se tornaram a solução para evitar o contato próximo entre paciente e terapeuta. Foram criadas de março até os dias de hoje algumas startups dedicadas à questão da saúde mental.

Parte das queixas das pessoas ansiosas, em especial aquelas que trabalham com a tecnologia, é a hiperconectividade. O termo pode ser definido como o excesso de conexões. Ele remete ao fato de estarmos o tempo todo conectados a algum dispositivo móvel, como smartphone, tablet ou notebook. O desenvolvimento desse processo se deu graças ao avanço de tecnologias, como a Internet das Coisas, e também à necessidade de agilidade na inovação. Tal demanda provocou uma mudança no comportamento do consumidor, o que impactou diretamente a competitividade do mercado.

Esse não é um fenômeno específico que acomete o trabalhador, mas o consumidor hoje, podemos dizer, é hiperconectado. Ele não abandona seu smartphone ou outros recursos que demandam um maior conhecimento que vão desde coisas simples até acertar compras online. É um comportamento que vai seguir para os próximos anos.  

Em contrapartida, o consumidor que convive com a hiperconectividade está cada vez mais informado e exigente. Antes de tomar sua decisão de compra, pesquisa sobre a reputação da empresa, procura avaliações dos produtos e serviços e faz comparações entre os concorrentes. Isso é visto como algo positivo porque traz dados a respeito de seu comportamento, principalmente no tange suas escolhas na hora de comprar.

A pandemia ainda não acabou e apesar dos esforços das empresas em ajudar os funcionários a lidar com os problemas angustiantes – suas exigências pessoais mais as obrigações profissionais -, é fundamental que cada um crie a sua estratégia para manter a sua saúde mental em dia. Como vimos, a tecnologia pode ser uma aliada, mas as respostas estão com cada um, da forma de fazer uma atividade física, passeios e outras ocupações que criem um clima agradável ao indivíduo, para que ele possa produzir plenamente para alcançar resultados satisfatórios. 

Saiba mais: https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/182-corona https://www.mundorh.com.br/como-os-cuidados-com-a-saude-mental-podem-tornar-2021-um-ano-mais-leve/ 

%d blogueiros gostam disto: