Conectar sua marca ao esporte pode trazer bons resultados?

Uso da tecnologia aprimora estratégias para melhorar seus negócios

A indústria do esporte é uma das mais poderosas do mundo financeiro. Estima-se que o setor gere cerca de US $750 bilhões de dólares, empregando milhares de trabalhadores e trazendo entretenimento a bilhões de pessoas em todos os cantos. Em franca recuperação após o período crítico da Covid-19, muitas marcas objetivam associar seus produtos ao esporte para garantir lucros na esteira do “mundo pós-pandemia” que promete recuperar terreno com a realização de grandes eventos, como por exemplo a Copa do Mundo de 2022 e os Jogos Paris 2024. Afinal, conectar a imagem de sua empresa ao desporto realmente garante os dividendos que espera? Qual o papel da tecnologia e do marketing digital neste caso?

Dizer que associar a sua marca a algum esporte (time de futebol ou outra modalidade) não assegura a empresa bons resultados em vendas ou cliques nas redes sociais. Sem uma boa estratégia de posicionamento, um plano detalhado de sua aplicação com o uso de tecnologias, de uma equipe capaz de trabalhar os dados gerados pelas pesquisas, pouco adianta falarmos em bons resultados nos negócios. Poderá ser dinheiro jogado fora. O método tradicional de patrocínio já não serve mais, é preciso dessa forma avançar mais em uma política bem definida de conectar a sua marca a uma modalidade ou evento esportivo. 

Veja por exemplo o Bangu Atlético Clube, do subúrbio do Rio de Janeiro que fez sucesso na década de 30 a 60 e que se tornou o primeiro no país a adotar um patrocínio na camisa. O pensamento convencional da época dizia que um uniforme de clube era “sagrado” e que não poderia ser afetado pela ganância do dinheiro. Pois bem, após o pioneirismo banguense, diversos times de futebol passaram a estampar no seu “manto sagrado” as empresas que davam uma grana boa todo o mês. Não havia ainda a perceção de que isso viria ser um grande negócio para as duas partes. A evolução dos fatos explica isso.

No entanto, voltamos a mencionar a importância de gerar valor para a sua marca a partir de um plano estratégico de marketing associado ao esporte. Por ter as suas peculiaridades, é importante conhecer um pouco mais do que rola no mundo dos desportos, aqui e em outros continentes, sendo que os mercados americano e europeu lideram com folga um expert no trato do assunto. Tecnologias como a Inteligência Artificial, comumente usada por empresas para compreender aspectos do consumidor, é a mesma empregada para desenvolver campanhas publicitárias pela internet. As mais variadas ferramentas estão à disposição dos negócios esportivos.

Por isso, existe a crença que, sim, você pode conectar a sua marca com o esporte. Existem exemplos claros de que o processo de amadurecimento dos investidores no setor é contínuo e rentável. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) são entidades que conseguem movimentar anualmente um volume incrível de recursos, possibilitando aproveitar a boa maré financeira  para aprimorar seus projetos de expansão. Não é à toa que são bem sucedidas no cenário internacional. Aliás, independe do tamanho de sua empresa associada a programas comunitários, que podem não ter um retorno financeiro específico, mas ganha na área social reforçando seu papel de apoio às causas humanitárias. E isso tem repercussão positiva.

Hub criada em São Paulo usa tecnologia para ajudar projetos esportivos

Com o avanço da tecnologia nos negócios ligados ao esporte, entidades ligadas ao setor acompanham a evolução de todo o processo atentamente. Em São Paulo, foi criada a Arena Hub, que tem como propósito conectar profissionais, startups, entidades, investidores e grandes empresas do ecossistema para criar, apoiar e acelerar iniciativas, empresas, tecnologias e ideias que se utilizem do esporte para promover a transformação digital e social.

O automobilismo foi o começo de tudo. Ao se tornar parte do Arena Hub, a Stock Car tem acesso a um ecossistema com mais de 80 startups, grandes marcas e diversas entidades esportivas. 

Com isso, irá desafiar e incentivar o desenvolvimento de iniciativas que possam acelerar negócios para o automobilismo por meio da inovação e tecnologia. A entidade poderá construir Provas de Conceito (POC) e incentivar a criação de soluções tecnológicas em geral.  Vale ressaltar que o Arena Hub está localizado em área da arena Allianz Parque, está em atividade há um ano. O Botafogo, popular clube de futebol do Rio, se associou à empresa.

A inspiração para usar o modelo hi tech nos negócios que envolvem o esporte vem dos Estados Unidos.  O país é craque na esfera do marketing esportivo, imerso no universo da gestão esportiva. O marketing está sempre ligado ao mercado e ao consumo, razão pela qual consegue movimentar bilhões de dólares de patrocinadores, tornando suas atividades um show bussiness. 

No jornalismo, o Big Data passou a ser uma ferramenta essencial para explicar detalhadamente a atuação dos atletas nas competições. A Espn, do Grupo Disney, não abre mão de explicar ao público como times de Rugby, futebol, tênis, basquete, golfe e muito mais oferecendo uma visão ampla ao telespectador sobre uma análise mais profunda de atuações individuais e coletivas em uma partida ou evento. 

O Vale do Silício criou soluções para o desenvolvimento dos programas americanos. Muitos deles já são aplicados no Brasil, para a sorte das empresas que querem sua imagem parte integrante de algo do esporte. Portanto, as inovações tecnológicas têm ajudado tanto que é possível garantir que pode dar resultados para seu empreendimento, desde que, claro, com as ideias, ferramentas e equipes capazes de dar o retorno. 

Saiba mais: https://www.istoedinheiro.com.br/a-tatica-dos-negocios-entra-em-campo/ https://canaltech.com.br/mercado/Marketing-Esportivo-X-Tecnologia-aonde-queremos-chegar/  

%d blogueiros gostam disto: