Tecnologia no judiciário: a saída para agilizar a justiça brasileira?

Ferramentas como a IA trazem benefícios para o Poder Judiciário

O judiciário brasileiro passou por uma transformação acelerada na pandemia. A obrigatoriedade de transformar os processos em recursos virtuais trouxe novos recursos para um setor que acumula mais e mais processos todos os anos. A sobrecarga é um gargalo que precisa ser combatido. Não só isso.

O setor precisa de automação de tarefas, análises contextuais através de Processamento de Linguagem Natural e IA, além é claro muita RPA, com certeza. Eliminar de uma vez por todas tarefas repetitivas e manuais. Acelerar todo o pipeline jurídico. Acelerando decisões, simplificando o processo jurídico verde e amarelo.

Que o judiciário terá que passar a adotar novas tecnologias de inteligência a disposição no mercado, isso é um fato. Já existe, inclusive, o uso de recursos tecnológicos contribuíram durante a pandemia para vários órgãos manter um mínimo de funcionamento da justiça nacional. Não foi um processo muito fácil, mesmo que a tecnologia já estava sendo incorporada para um trabalho mais ágil, econômico e assertivo. 

Qual o custo de implantar tecnologias como a PLN, IA, RPA e tantas outras? É uma questão de diálogo com o Governo Federal ousar num lançamento de projeto que pudesse mudar a cara do judiciário em seus processos, tornando-o talvez um modelo para o mundo. A importância que o setor tem para a sociedade justifica isso, pois uma justiça lenta prejudica toda uma nação. 

As atividades relacionadas ao direito podem ser beneficiadas como? Na agilidade na finalização de demandas, o uso de determinados softwares, em especial aqueles ligados a IA, fornecem elementos para um processo ser resolvido de forma objetiva. Ou então, poder acelerar a data de julgamentos de recursos. Por outro lado, teme-se que a informatização completa abre precedentes de segurança de dados.

A cibercriminalidade é uma realidade com a qual qualquer setor da vida do brasileiro está sujeito. Os invasores de computadores e sistemas fazem de tudo para burlar a segurança e roubar dados. Uma ação como essa, na justiça brasileira, poderia ter resultados desastrosos, não acham? No entanto, a boa notícia é que existem recursos capazes de evitar um colapso no sistema. A tecnologia pode resolver isso. 

Resistência ao tempo? Talvez não. Cidades mostram que estão no caminho certo 

O modelo tradicional de fazer justiça, como conhecemos, está chegando ao fim, Pode ser, mas a história nos mostra que a modernização do judiciário pode enfrentar resistências de dentro. Em 1929, o Tribunal da Relação de Minas Gerais anulou uma sentença criminal porque ela tinha sido datilografada, por considerar que o uso da máquina de escrever podia antecipar a sua publicidade. Não parece incrível como os fatos podem se repetir?

A chamada “Justiça Digital” está em funcionamento. Agora dizer que isso é o bastante. O que podemos afirmar é que está a pleno vapor a produção de dados estatísticos confiáveis, que permitam a instituição de um planejamento estratégico e o monitoramento de ações voltadas à melhoria da prestação jurisdicional. Isso sim, é algo que impacta na agilidade dos processos.

Em Minas Gerais, já existe o uso de gestão moderna, que se refletiu na inovadora aquisição de um software de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM). algo inédito que só trouxe benefícios aos usuários da justiça brasileira. As novas tecnologias, apesar de avançarem na gestão do direito, ainda caminha a passos bem devagar, apesar da opinião quase unânime que ela será necessária para o país. 

O Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), realizou um webinário com o objetivo voltado para formação continuada e permanente de magistrados e servidores do Poder Judiciário estadual, e, na oportunidade, foram fomentadas nove temáticas com temas atuais. O webinário proporcionou aos mais de quatro mil inscritos nas nove edições, de como utilizar os sistemas computacionais e de ferramentas tecnológicas de uso cotidiano.

São alguns bons exemplos de como a tecnologia pode ser o diferencial para a sociedade brasileira. E o Poder Judiciário a cada ano vem se modernizando não apenas para atender as demandas sociais, mas também porque a sociedade vive um momento de intensas transformações aceleradas pelo desenvolvimento das tecnologias da informação. É um caminho sem volta.

Saiba mais: https://www.thomsonreuters.com.br/pt/juridico/blog/descubra-como-tecnologias-juridicas-democratizam-o-acesso-a-justica.html Tecnologia e a Justiça – Olhar Digital 

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