Internet do Comportamento (IoB): uso do Big Data em múltiplas fontes pode reforçar valores da sua marca

Entenda o que é Internet of Behavior (IoB) e quais os impactos dentro da comunicação e do marketing

Por Roberta Müller

No mundo dos dados, o futuro está acontecendo agora! Os rastros digitais deixados por todos nós em cada dispositivo que usamos, ou até mesmo as novas tecnologias que abrangem o cenário físico, como reconhecimento facial, rastreamento de localização, sistemas de entrada e saída, etc, fazem com que as empresas consigam colocar uma espécie de lente da psicologia comportamental em cima dos seus consumidores.

Detectar as emoções dos clientes, entender padrões de comportamento, analisar e prever seus movimentos com o uso de Big Data em múltiplas fontes e através dessa análise estimular e direcionar o seu comportamento em determinadas situações já é uma realidade. Essas ações são a base do conceito de Internet do Comportamento, ou IoB na sigla em inglês, que vem de Internet os Behavior.

Em outras palavras, é, através do uso das tecnologias, saber o que as pessoas fazem e de que maneira escolhem produtos e serviços.

Essa é uma tendência que chegou para ficar e vem sendo discutida em todo o mundo, principalmente com a aceleração digital provocada pela pandemia do coronavírus, que fez aumentar o uso das novas tecnologias e Internet das Coisas (IoT).

Promover essa integração de dados reais, fazendo com que eles sejam capazes de gerar insights para desenvolver produtos e serviços extremamente assertivos para os clientes, melhorando sua experiência com a marca, além de aperfeiçoar os processos internos das empresas, está entre os principais objetivos da IoB.

Suas vantagens para os negócios fazem com ele continue sendo uma das tendências globais mais quentes para os próximos anos.

E por isso vamos te mostrar tudo sobre esse conceito que promete ganhar ainda mais espaço este ano. De acordo com um estudo da Gartner, por exemplo, até 2023, as atividades industriais de 40% da população em todo o mundo deverão ser rastreadas para influenciar o comportamento humano.

Separe um tempo para ler também sobre as tendências em Big Data para 2022.

O que é Internet do Comportamento (IoB)?

Internet do Comportamento ou Internet of Behaviour (IoB) é, basicamente, a captura, análise e compreensão do comportamento humano utilizando o que há de mais avançado dentro das tecnologias disruptivas, como  big data analytics, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), cloud, etc. E, através do uso dessas informações, gerar soluções para incentivar interesses e ações das pessoas de acordo com determinados parâmetros, influenciando, assim, o seu comportamento.

Ou seja, através do uso das tecnologias – cada vez mais sofisticadas, as empresas têm acesso a uma série de informações sobre o comportamento dos seus clientes e colaboradores. O que permite definir estratégias que aumentem as chances de conquistar novos consumidores, melhorar a experiência do seu público e o desempenho dos próprios funcionários. Essa é a base da Internet do Comportamento.

O conceito é centrado na atividade humana, para conquistar o que a Gartner chamou de “hiperpersonalização”. Uma coleta contínua de dados em múltiplas fontes para detectar emoções das pessoas. Mas não apenas de forma descritiva, analisando comportamentos, e sim também proativa, detectando variáveis psicológicas que podem influenciar suas ações e, consequentemente, concretizar os resultados esperados.

Com o aumento das tecnologias, deixamos um “rastro digital” na nossa vida diária, não só no que fazemos no mundo digital, como também no físico. Essas informações podem ser usadas para influenciar o nosso comportamento como consumidores.

No IoB, empresas reúnem, combinam e processam dados de diferentes fontes, como dados comerciais das pessoas, informações geradas pelo poder público, redes sociais, reconhecimento facial, rastreamento de localização, etc. Geramos dados a todo momento, também através de câmeras, uso de cartões bancários, entradas e saídas eletrônicas, nos sistemas de controles. Tudo isso pode ser capturado e analisado.

Para que você entenda melhor o conceito, imagine como uma indústria automobilística pode usar o IoB para melhorar a experiência dos motoristas em seus veículos. O monitoramento de comportamentos na direção, como frenagens repentinas ou curvas agressivas, pode gerar insights para melhorar o desempenho dos carros e a segurança dos usuários.

Outro exemplo são as plataformas de streaming, como a Netflix, que sugere conteúdo para os seus usuários com base em escolhas anteriores.

Ou aplicativos voltados para saúde, que rastreiam dieta, padrões de sono, ritmo cardíaco e níveis de açúcar no sangue, alertando os usuários com sugestões para modificar comportamentos e incentivando hábitos mais saudáveis.

E isso vale não só para as relações externas (para os clientes), como também para os processos internos nas empresas, direcionando o comportamento dos próprios colaboradores.

Um sistema inteligente pode, por exemplo, acompanhar a produtividade dos funcionários, identificar momentos de fadiga, e gerar estímulos em momentos de baixa produtividade para melhorar o fluxo de produção e o bem estar dos colaboradores. Além de analisar se os equipamentos estão funcionamento corretamente.

É uma forma também de gerar relatórios de performance das equipes, o que permite identificar com mais clareza melhorias que podem ser realizadas nas atividades diárias, o que vai refletir, claro, nas entregas para os clientes.

Então, podemos dizer que, usando tecnologia, data analytics e a ciência do comportamento humano, a IoB se divide em duas etapas:

  • Análise de dados

Com a mensuração e coleta de informações para entender o comportamento dos consumidores, tanto de forma coletiva, quanto individual.

  • Direcionamento do comportamento

Com o aperfeiçoamento das análises como forma de direcionar o comportamento dos clientes em determinadas situações.

Vale lembrar que, apesar desse conceito ter sido apontado pela Gartner como tendência para 2021, ele começou a ser discutido muito antes, em 2012, quando o professor aposentado de psicologia da Universidade de Helsinque Gote Nyman desenvolveu o conceito de que o comportamento poderia ser minerado.

Como fica a LGPD?

É importante lembrar que a LGPG, Lei Geral de Proteção de Dados, já não é novidade para ninguém e deve estar sempre em pauta quando o assunto é a implantação de novas tecnologias, como a IoB.

É fundamental que suas regras estejam inseridas no planejamento das ações relacionadas à Internet do Comportamento para evitar implicações jurídicas com o uso indevido de dados.

Sabemos que questões ligadas à privacidade, ética e confiança são sempre discutidas quando o assunto envolve coleta e análise de dados. E todos os profissionais envolvidos devem aumentar o nível de consciência sobre a proteção de dados e o alto risco que envolve esse tipo de informação.

As vantagens da Internet do Comportamento

A implementação inteligente das novas tecnologias é sempre um avanço para qualquer empresa, o que por si só já a coloca mais competitiva no mercado.

No caso da Internet do Comportamento, o conceito traz uma integração muito mais completa entre os dados fornecidos pela Internet das Coisas – tecnologia em extrema expansão que integra diversos dispositivos que conectam-se com a internet e entre si. A IoT é a responsável por fornecer esses rastros digitais do nosso dia a dia.

Por isso a IoB traz vantagens bem específicas que podem melhorar todo tipo de negócio, como comércio, indústria, pequenas ou grandes empresas.

Com as informações obtidas, como tendências de mercado e padrão comportamental, é possível surpreender seu público com soluções inovadores que atendam exatamente às suas necessidades. É uma forma muito mais assertiva de fidelizar seus clientes e criar uma relação de valor com a marca, além de trazer novas oportunidades de negócios.

Estratégias tradicionais de marketing nunca serão esquecidas, mas a IoB promete levar as empresas para um outro nível, aumentando o desenvolvimento, principalmente, das indústrias.

É claro que nada disso é possível sem acesso a uma fonte confiável de dados, o que exige investimentos em tecnologia, inteligência artificial e big data analytics.

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