Inovação no varejo: o futuro é agora

O que o uso das novas tecnologias reserva para a indústria do consumo 

A nova realidade do consumo, acelerada pela pandemia do coronavírus, trouxe – e vem trazendo – transformações profundas na indústria do varejo.

Mas o que o futuro, ou melhor, o agora, reserva para o setor com a chegada de novas tecnologias, como o 5G? Ou a análise cada vez mais profunda dos dados dos consumidores, com a ajuda da Inteligência Artificial, Machine Learning, Big Data Analytics, Data Innovation, etc?

Grandes empresas já vinham passando por mudanças – como consequência dos avanços tecnológicos, mas o que se tem visto nos últimos quase dois anos é um setor em reestruturação para atender essa readequação dos hábitos de compra das pessoas.

A integração massiva dos comércios digital e físico já é uma realidade e vai continuar acontecendo, ultrapassando até o conceito “omnichannel” (muticanalidade), que já vinha sendo amplamente discutido.

Um dos setores mais impactados pela Covid-19, o varejo mais do que nunca passou a ser pautado por pilares como a tecnologia e a inovação, visando o crescimento e a retomada do volume de vendas em 2022. E empresas que não estiverem atentas às mudanças desse “novo normal” podem acabar perdendo a competitividade no mercado, em um ambiente em constante transformação.

Competitividade essa de alta pressão! Quem vive do varejo no Brasil hoje precisa lidar com, além de um consumidor cada vez mais conectado e com grandes expectativas, a competição dos preços e o impacto de gigantes globais, principalmente vindos da China, que estão ganhando cada vez mais força no país, especialmente no último ano. Além da preocupação com a segurança e a privacidade dos dados dos clientes. 

E mesmo em um cenário ainda de incertezas, a expectativa para o varejo este ano é de recuperação, mas vai ser preciso ficar de olho nas transformações do setor e na infinidade de tendências listadas para se desenvolverem já este ano.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continua a leitura para entender melhor sobre o que esperar do varejo e da indústria do consumo em 2022 e nos próximos anos.

Principais tendências no varejo

Não é mais novidade que o cenário digital vem ditando as regras no varejo nos últimos anos, e o novo comportamento do consumidor – cada vez mais conectado – é a chave das transformações pelas quais essa indústria vem passando.

A pandemia do coronavírus mudou a forma como fazemos as nossas compras e como enxergamos os canais tradicionais de vendas, além de ter aumentado ainda mais o uso dos nossos dados pelas empresas.

Muita gente que não confiava nos canais de venda online foi obrigada a realizar compras digitais pela falta de opção durante a quarentena – 16% dos brasileiros que consomem de forma híbrida fizeram a primeira compra online em 2020 – e acabaram fazendo disso um hábito. Inclusive, por exemplo, usando o Pix, um lançamento recente, mas que já é uma forte realidade no e-commerce.

Por isso, separamos aqui algumas tendências que chegaram com tudo este ano no mundo do varejo:

SuperApps

No Brasil, mais da metade da população acessa a internet pelo celular. Pensando nisso, os chamados “SuperApps” (uma realidade já nos países mais desenvolvidos) vêm ganhando cada vez mais espaço e estão entre as tendências para a indústria do consumo.

Eles reúnem, em uma só plataforma, desde a entrega de alimentos até serviços financeiros. Empresas como a Magazine Luiza já apostam nessa ideia de um único ambiente digital.

Esse é um exemplo da constante revisão dos canais tradicionais de vendas pelos quais as empresas estavam acostumadas. Revisão essa acelerada pela crise sanitária, que mudou a forma como os consumidores frequentam as lojas e, com isso, novas estratégias de vendas começaram a ser criadas para conhecer mais os clientes e atender às suas expectativas.

Marketplaces

Essa readequação dos hábitos de compra das pessoas e os desafios da crise econômica que se formou fizeram crescer também os marketplaces, que são portais de vendas online.

Ganhando cada vez mais força e a credibilidade das pessoas, os marketplaces vão se tornar este ano, segundo especialistas, uma necessidade estratégica para o varejo. É uma forma de alcançar mais consumidores e competir diretamente com o mercado de produtos importados, visto o crescimento de players como a Shein, Shopee e Alibaba, que caíram no gosto dos brasileiros e ganham cada vez mais espaço no nosso e-commerce.

Esse tipo de portal avançou e já foi incorporado ao cotidiano de consumos.

As plataformas incentivam, inclusive, uma nova tendência: a venda direta de fabricantes para clientes finais. Uma nova concorrência aos canais tradicionais, o que já é realidade em muitas indústrias. É o chamado D2C, outra tendência para 2022.

Cross Border

Mas ainda falando sobre compras internacionais, o “Cross Border” promete vir com tudo este ano. Conhecido como “comércio transfronteiriço”, ele é o nome dado para compras online de produtos estrangeiros.

A visão de que esse tipo de compra é “demorada” mudou graças a plataformas como a Shein e AliExpress, que vêm investindo massivamente em logística. A Shopee é outro exemplo. E como falamos, o mercado do varejo brasileiro vai precisar encontrar estratégias para competir com esses produtos, já que a tendência é de crescimento deste tipo de venda no Brasil.

5G

Já falamos aqui no blog sobre o poder de transformação dessa nova tecnologia (clique aqui para ler), a 5G. Muito além de uma internet 100 vezes mais rápida, ela terá um papel importante na indústria do consumo.

Com o leilão para a operação das faixas de rede 5G no Brasil finalizado no segundo semestre do ano passado, a expectativa é de que veremos os primeiros serviços implementados em 2022. É esperada uma verdadeira “revolução” em diversos setores.

Um dos exemplos de transformação no varejo está relacionado à logística, viabilizando modelos de entrega rápida. As expectativas dos consumidores em relação ao tempo de envio dos produtos são cada vez maiores e o mercado sabe disso. Quem entrega em menos tempo conquista o cliente mais rápido.

A Amazon, por exemplo, faz entregas no mesmo dia, inclusive usando a tecnologia de drone. E os clientes estão dispostos a pagar por isso! Diversas marcas já investem seguindo o modelo da Amazon, com o conceito delivery instantâneo.

Além disso, outra função será a capacidade de controlar estoques remotamente, com total precisão. Nos centros de distribuições vai ser cada vez mais comum o uso de robôs, sensores, etc, que aumentam a produtividade logística.

Metaverso

Como não falar do “Metaverso”? Depois que o Facebook anunciou o tema como o centro de suas transformações estratégicas para os próximos anos, o assunto foi amplamente discutido e virou, claro, uma tendência. Coisa que os gamers já estavam cansados de saber.

Mas o tema chegou no varejo e a indústria corre para tornar a experiência do cliente mais interessante com o Metaverso, inclusive com o auxílio de uma ferramenta que terá papel fundamental nisso: a 5G. Já é possível ver grandes marcas lançando linha de produtos para avatares, por exemplo. E grandes projetos estão no forno das empresas envolvendo visitas em realidade virtual e lojas imersivas.

Infinidade de tendências

Além dessas, especialistas apontam diversas tendências para o varejo neste ano e para um futuro próximo, como o live commerce, com vendas feitas por transmissões ao vivo; lojas autônomas; os NTFs, venda de arquivos digitais que podem ser comercializados como se fossem produtos físicos; o marketing de influência, seguindo um modelo que vem em alta desde 2020; o troco digital, que permite o estabelecimento creditar o valor direto no CPF do cliente; entre outras.

Tecnologia como centro das tendências

Você deve ter notado um elemento comum entre todas as tendências da indústria do consumo: a tecnologia.

A inovação no varejo está diretamente ligada à AI, IoT, Big Data, etc, com o objetivo de trazer soluções para atender às expectativas dos clientes. E quando falamos de “inovação”, não necessariamente significa a “invenção da roda”, inovar também é criar soluções para resolver problemas.

As novas tecnologias têm a capacidade de coletar e analisar dados dos consumidores para compreender o comportamento deles e, com isso, fazer com que as empresas tomem decisões mais assertivas para um relacionamento cada vez mais personalizado com o seu público. Ou seja, entender o público, identificar necessidades e desejos e personalizar os serviços.

E apesar de o comércio eletrônico ser o centro das atenções no momento, isso não significa que o comércio físico será esquecido ou deixado de lado. Mesmo porque, com o retorno do varejo físico, os clientes retornaram em massa para as lojas. Só que com uma diferença: eles trarão o mesmo nível de exigência do online para o físico.

Então, ele vai continuar existindo, mas integrado com os canais de venda online. Com processos como “compre e retire na loja”, por exemplo, ou realidade aumentada nas lojas.

No físico, as tecnologias também trarão novidades como caixas inteligentes, carrinhos com câmeras, etc.

Ou seja, empresas que quiserem se manter competitivas no mercado vão precisar cada vez mais mergulhar no conceito omnichannel e na análise de dados para soluções mais assertivas em seus negócios com o objetivo de atender às expectativas dos consumidores.Conheça as soluções de inteligência competitiva da Info4. Encontre oportunidades, identifique falhas e pontos de atenção. Visualize de forma clara as informações que impactam no seu resultado. Usamos os melhores extratores de dados!

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