Tecnologia na saúde: Uma parceria que está ajudando a população em tempos de Covid-19

Por Roberto Marcio

As eleições municipais ocupam hoje um espaço nos noticiários. O assunto mais abordado no Twitter nas discussões em relação ao tema foi saúde, aparecendo logo atrás a Covid-19, educação e a economia, de acordo com os dados colhidos pela plataforma entre os dias 28 de setembro e quatro de outubro. Os números se justificam por conta do momento de exceção que se vive hoje. O período de pandemia fez com que diversos segmentos acelerassem o uso da tecnologia para facilitar a vida de todos nestes tempos de “novo normal” e a medicina não ficou de fora disso, fazendo explodir o surgimento das  healthtechs. As novas abordagens tecnológicas parece que vieram para ficar e se tornam um aliado de primeira linha para médicos e pacientes. 

O Covid-19, o distanciamento e o isolamento social, trouxeram à tona uma nova realidade para as empresas brasileiras. Segmentos como o de saúde, de extrema importância para a população, sentem a necessidade de recursos cada vez mais avançados e métodos de atendimento modernos, como o uso da telemedicina, serviço quase regulamentado no Brasil em 2019, mas que acabou sendo revogado pelo Conselho Federal de Medicina. A prática somente foi autorizada em caráter de emergência com o início da pandemia, tendo como foco principal evitar a ida das pessoas aos consultórios e hospitais. 

Após meses de utilização, existe a expectativa de que a regulamentação venha no pós-pandemia, mas isso ainda depende dos órgãos de classe e do Congresso Nacional. O fato é que, atualmente, tanto as compras online de medicamentos como o uso da telemedicina, nos casos possíveis permitidos,  facilitaram a vida de muitos pacientes.

A respeitada revista científica Nature Communications publicou, há alguns dias, um modelo desenvolvido pela empresa Tencent, através de seu laboratório de pesquisa em Inteligência Artificial (IA) e que pode prever o risco de pacientes contaminados pela COVID-19 terem seu estado de saúde agravado. Esse modelo é baseado em Deep Learning, um dos ramos da IA e foi testado em 1.590 pacientes de 575 centros médicos da China e foi validado ao ser aplicado em 1.393 outros pacientes.

Modelo que calcula a probabilidade de infectados é uma das novidades 

O modelo, chamado Calculation Tool for Early Triage of Critically-ill Covid-19 Patients using Deep Learning está disponível online, podendo ser encontrado no portal do Guangzhou Institute of Respiratory Health. Ele permite aos profissionais da área de saúde calcularem a probabilidade de que o estado de saúde dos infectados se agrave em cinco, dez e trinta dias, usando para isso dez variáveis, como idade, comorbidades e outras.

Outro gigante chinês, da área de tecnologia, que também vem desenvolvendo projetos na área, é o Alibaba. Utilizando técnicas de Machine Learning e Deep Learning, também ligadas a AI, desenvolveu uma ferramenta para fazer previsões acerca da disseminação da covid-19; segundo a empresa, essas previsões têm precisão de 90%.

O quanto a inteligência pode ajudar as Healthtechs na melhoria e eficiência na saúde

Como uma forma de evitar qualquer risco de contaminação, muitas pessoas têm optado pelos serviços digitais e no âmbito da saúde, as healthechs têm tido um papel fundamental na hora de auxiliar e oferecer produtos e serviços que irão ajudar a população a se precaver do Covid-19 e, indo além, prometem disputar um mercado promissor nos próximos anos.

Saiba mais:
https://jornal.usp.br/artigos/desenvolvimento-tecnologico-em-saude-na-pandemia-da-covid-19/
https://www.startse.com/noticia/colunistas/inovacao-saude-coronavirus
https://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2020/04/como-inteligencia-artificial-esta-ajudando-no-combate-covid-19.html